quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quem quer uma mulher “perfeita”?

Falam tanto em mulheres “perfeitas”. Mas o que é uma mulher perfeita?

Será que perfeita é aquela que só come salada, faz cara de nojo no churrasco com o namorado, só bebe suco de laranja, se veste o tempo todo como uma manequim de loja da Oscar Freire, não sai de casa sem o kit completo de maquiagem, retoca batom a cada 5 minutos, faz drama ao menor sinal de chuva por causa da “chapinha” no cabelo, implica com uma linha soltando no agasalho do namorado? É aquela que não curte nada, não conversa, não sorri? Ser perfeita é isso?

Pra mim, mulher perfeita é aquela que fala de futebol, se sente a mais bonita do mundo usando qualquer vestidinho com sandália ou qualquer camiseta branca e calça jeans, passa uma escova no cabelo e tá pronta pra ir em qualquer lugar, vai na academia quando dá tempo, come carne e bebe cerveja, se pesa só quando passa em frente a uma farmácia – e longe do namorado – não liga pra ter muito dinheiro nem tá desesperada procurando o “príncipe encantado”, tá pouco se lixando em manter a aparência de boneca e não presta atenção no que a atriz da novela das 8 usa pra comprar igual; ela só quer mesmo é ser legal e levar uma vida tranquila.
Pense bem o que vc quer de verdade quando procurar a mulher “perfeita”.


Weslley T

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não Gosto dos Meninos

Virgens


Sou virgem e meu signo é Leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você.

Quando falamos em virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens! Que grande ilusão de maturidade.

Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de ver Paris. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.

Por mais que já tenhamos amado e odiado, por mais que tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, não há experiência amorosa que se repita, pois são variadas as nossas paixões e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.

As dores, também elas, nos pegam despreparadas. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo o que ainda não foi vivido.

Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?

Eu ainda sou virgem da neve, que já vi estática em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canadá, da Turquia, da Polinésia. Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LSD, primeira classe, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Lenny Kravitz, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita. Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa nossa inocência frente ao desconhecido, pois é uma aventura tão excitante quanto o sexo e não tem idade pra acontecer.
Martha Medeiros

domingo, 26 de junho de 2011

Hipocrisia feminista.




E depois falam de direitos iguais !!!

Let me try again


Você viveu um grande amor que terminou meses atrás. Está só. Nada nesta mão, nada na outra. A sexta-feira vai terminando e, enquanto seus colegas de trabalho aquecem as turbinas para o fim-de-semana, você procura no jornal algum filme que ainda não tenha visto na tevê. Ao descobrir que vai passar Kramer vs. Kramer de novo, não resiste e cai em tentação: liga para o ex.

Tentar outra vez o mesmo amor. Quem já não caiu nesta armadilha? Se ele também estiver sozinho, é sopa no mel. Os dois já se conhecem de trás para frente. Não precisam perguntar o signo: podem pular esta parte e ir direto ao que interessa. Sabem o prato preferido de cada um, se gostam de mar ou de montanha, enfim, está tudo como era antes, é só prorrogar a vigência do contrato. Tanto um como o outro sabem de cor o seu papel.

Porém, apesar de toda boa intenção, nenhum dos dois consegue disfarçar o cheirinho de comida requentada que fica no ar. O motivo que levou à separação continua por ali, escondido atrás do sofá, e qualquer hora aparece para um drinque. O fim de um romance quase nunca tem a ver com os rompimentos de novela, onde a mocinha abre mão do amado porque alguém a está chantageando ou porque descobriu que ele é, na verdade, seu irmão gêmeo. No último capítulo tudo se esclarece e a paixão segue sem cicatrizes. Já rompimentos causados por incompatibilidades reais não são assim tão fáceis de serem contornados.

Toda reconciliação é precedida por uma etapa onde o casal, cada um no seu canto, faz idealizações. As frases que não foram ditas começam a ser decoradas. As mancadas não serão repetidas. As discussões serão evitadas. Na nossa cabeça, tudo vai dar certo: o roteiro do romance foi reescrito e os defeitos foram retirados do script, ficando só as partes boas. Mas na hora de encenar, cadê o diretor? À sós no palco, constatamos que somos os mesmos de antigamente, em plena recaída.

Se alguém termina um namoro ou casamento, passa um tempo sozinho e depois resolve voltar só por falta de opção, está procurando sarna para se coçar. Até existe a possibilidade de dar certo, mas a sensação é parecida com a de rever um filme. Numa segunda apreciação, pode-se descobrir coisas que não haviam sido notadas na primeira vez, já que não há tanta ansiedade. Mas também não há impactos, surpresas, revelações. Ficamos preparados tanto para as alegrias como para os sustos e, cá entre entre nós, isso não mantém o brilho do olho.

Se já não há mais esperança para o relacionamento e tendo doído tanto a primeira separação, não há por que batalhar por uma sobrevida deste amor, correndo o risco de ganhar de brinde uma sobrevida para a dor também. É melhor aproveitar esta solidão indesejada para namorar um pouco a si mesmo e ir se preparando para o amor que vem.

Evite a marcha a ré. Engate uma primeira nesse coração.

Martha Medeiros

Idade Certa.


O amor pode surgir de repente, em qualquer etapa da vida, é o que todos os livros, filmes, novelas, crônicas e poemas nos fazem crer. É a pura verdade. O amor não marca hora, surge quando menos se espera. No entanto, a sociedade cobra que todos, homens e mulheres, definam seus pares por volta dos 25 e 30 anos. É a chamada idade de casar. Faça uma enquete: a maioria das pessoas casa dentro dessa faixa etária, o que de certo modo é uma vitória, se lembrarmos que antigamente casava-se antes dos 18. Porém, não deixa de ser suspeito que tanta gente tenha encontrado o verdadeiro amor na mesma época.

O grande amor pode surgir aos 15 anos. Um sentimento forte, irracional, com chances de durar para sempre. Mas aos 15 ainda estamos estudando. Não somos independentes, não podemos alugar um imóvel, dirigir um carro, viajar sem o consentimento dos pais. Aos 15 somos inexperientes, imaturos, temos muito o que aprender. Resultado: esse grande amor poderá ser vivido com pressa e sem dedicação, e terminar pela urgência de se querer viver os outros amores que o futuro nos reserva.

O grande amor pode, por outro lado, surgir só aos 50 anos. Você aguardará por ele? Aos 50 você espera já ter feito todas as escolhas, ter viajado pelo mundo e conhecido toda espécie de gente, ter uma carreira sedimentada e histórias pra contar. Aos 50 você terá mais passado do que futuro, terá mais bagagem de vida do que sonhos de adolescente. Resultado: o grande amor poderá encontrá-lo casado e cheio de filhos, e você, acomodado, terá pouca disposição para assumí-lo e começar tudo de novo.

Entre os 25 e 30 anos, o namorado ou namorada que estiver no posto pode virar nosso grande amor por uma questão de conveniência. É a idade em que cansamos de pular de galho em galho e começamos a considerar a hipótese de formar uma família. É quando temos cada vez menos amigos solteiros. É quando começamos a ganhar um salário mais decente e nosso organismo está a ponto de bala para gerar filhos. É quando nossos pais costumam cobrar genros, noras e netos. Uma marcação cerrada que nos torna mais tolerantes com os candidatos à cônjuge e que nos faz usar a razão tanto quanto a emoção. Alguns têm a sorte de encontrar seu grande amor no momento adequado. Outros resistem às pressões sociais e não trocam seu grande amor por outros planos, vivem o que há pra ser vivido, não importa se cedo ou tarde demais. Mas grande parte da população dança conforme a música. Um pequeno amor, surgido entre os 25 e 30 anos, tem tudo para virar um grande amor. Um grande amor, surgido em outras faixas etárias, tem tudo para virar uma fantasia.

Martha Medeiros

terça-feira, 21 de junho de 2011

Esquecer.


Você estava apaixonado por alguém e levou um fora. Acontece mais do que acidente de avião, desastre com romeiros e incêndio na floresta. Corações partidos é o grande drama nacional. O que fazer? Ainda não lançaram um manual de auto-ajuda que consiga eliminar nossa fossa, e dos amigos só podemos esperar uma frase, repetida à exaustão: tire esse cara da cabeça. Parece fácil. Mas alguém aí me diga: como é que se tira alguém de um lugar tão cheio de mistérios?

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já!

Parece que funcionou. Você sai na rua para testar. Sim, você conseguiu: olhou vitrines, comeu um sorvete e folheou duas revistas sem derramar uma única lágrima. Até que começa a tocar uma música no rádio e desanda a maionese. Você não tirou coisa alguma da cabeça, ele ainda está lá, cantando baixinho pra você.

Táticas. Não ficar em casa relendo cartas e revendo fotos. Descole uma festa e produza-se para matar. Você bem que tenta, mas nada sai como o planejado. Os casais que se beijam ao seu lado são como socos no estômago. Você se sente uma retardada na pista de dança. Um carinha puxa papo com você e tudo o que ele diz é comparado com o que o seu ex diria, com o que o seu ex faria. Chamem o EccoSalva.

Livros. Um ótimo hábito, mas em vez de abstrair, você acha que tudo o que o escritor escreve é para você em particular, tudo tem semelhança com o que você está vivendo, mesmo que você esteja lendo sobre a erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia.

Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.

Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la.

Martha M

domingo, 19 de junho de 2011

Dor Física x Dor Emocional


O maior medo do ser humano, depois do medo da morte, é o medo da dor. Dor física: um corte, uma picada, uma ardência, uma distensão, uma fratura, uma cárie. Dor que só cessa com analgésico, no caso de ser uma dor comum, ou com morfina, quando é uma dor insuportável. Mas é a dor emocional a mais temível, porque essa não tem medicamento que dê jeito.

Uma vez, conversando com uma amiga, ficamos nessa discussão por horas: o que é mais dolorido, ter o braço quebrado ou o coração? Uma pessoa que foi rejeitada pelo seu amor sofre menos ou mais do que quem levou 20 pontos no supercílio? Dores absolutamente diferentes. Eu acho que dói mais a dor emocional, aquela que sangra por dentro. Qualquer mãe preferiria ter úlcera para o resto da vida do que conviver com o vazio causado pela morte de um filho.

As estatísticas não mentem: é mais fácil ser atingida por uma depressão do que por uma bala perdida. Existe médico para baixo astral? Psicanalistas. E remédio? Anti-depressivos. Funcionam? Funcionam, mas não com a rapidez de uma injeção, não com a eficiência de uma cirurgia. Certas feridas não ficam à mostra. Acabar com a dor da baixa-estima é bem mais demorado do que acabar com uma dor localizada.

Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa.

Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio, principalmente pelos que sofrem por amor. Perder a companhia de quem se ama pode ser uma mutilação tão séria quanto a sofrida por Lars Grael, só que os outros não enxergam a parte que nos falta, e por isso tendem a menosprezar nosso martírio. O próprio iatista terá sua dor emocional prolongada por algum tempo, diante da nova realidade que enfrenta. Nenhuma fisgada se compara à dor de um destino alterado para sempre.

Martha M

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sorte e escolhas bem feitas


Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.

Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.

Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.


Martha M

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Beijo Bom ?

Ok: A gente quer encontrar alguém bonito, inteligente e espirituoso, alguém que não seja muito exibido nem vaidoso demais, que tenha um papo cativante e esteja parado na nossa. Mas e se beijar mal? Sem chance. Tem que beijar bem, tanto eles quanto elas.
Quando escuto alguém dizendo que Fulano beija bem e Sicrano beija mal, quase volto a acreditar em histórias da carochinha. Beijo é a sorte de duas bocas entrarem em comunhão. Pode um Rafael beijar uma Ana e ser uma explosão vulcânica, e o mesmo Rafael beijar uma Cristina e ser um encontro labial de dar sono. Pessoas não beijam bem ou mal: casais se beijam bem ou mal. Há sempre dois envolvidos.
A definição de um beijo bom é que pode ser questionável, mas quem está no meio do entrevero quase sempre reconhece o ósculo sublime.
Beijo bom é beijo decidido, mesmo que a decisão seja levá-lo devagar ao longe.
Beijo bom é beijo molhado, em que os beijadores doam tudo o que há para doar na cavidade bucal, sem assepsia, entrega absoluta.
Beijo bom é beijo sem pressa, que não foi condenado pelos ponteiros do relógio, que se perde em labirintos escuros já que, é bom lembrar, estamos de olhos fechados.
Beijo bom é beijo que você não consegue interromper nem que quisesse.
Beijo bom é beijo que não permite que seu pensamento tome forma e voe para outro lugar.
E, por fim, beijo bom é o beijo que está sendo dado na pessoa por quem você é completamente apaixonada.
Existe beijo ruim? Existe. Beijo sem alma, beijo educado demais, beijo cheio de cuidados, beijo curto, beijo seco. Mas uma coisa é certa: precisa dois para torná-lo frio ou torná-lo quente. Todo mundo pode beijar bem, basta nossa boca encontrar com quem.

domingo, 12 de junho de 2011

Erro ao começar um namoro


O cara pegava algumas mulheres pela vida, sempre teve bom gosto, e caso tenha se arrependido no dia seguinte por ela “ser uma baranga”, foram raras as vezes. É, o cara sabe se valorizar, fato. Aí um belo dia, conhece uma garota, bonita, toda “certinha”, não bebe, não fuma e que adora estudar. Ta, eu sei, estou pra achar uma dessas também. É aqui que começa a confusão e falta de entendimento das coisas.Os dois começam a sair, ficam, e quando notam, estão apaixonados.Se tem uma coisa que você deve saber é que: o começo de um namoro ditará como será todo o resto, na gigantesca maioria das vezes. Agora me pergunte como anda o relacionamento deles?

“Você é tudo pra mim, meu amorzinho”

Traduzindo seria mais ou menos, “meu bem, eu sou um coitado sem uma vida que realmente me agrade e de bônus pra você, tenho um pinto do tamanho de um grau de arroz”.

É isso mesmo. Que porra é essa? Se conhecem faz pouquíssimo tempo e já se chamam de amorzinho, trocam SMS dez vezes ao dia só pra perguntar “o que você ta fazendo?”, ou pior “só pra lembrar que eu amo você”. Não, espera. Falar que ama logo de cara?Quer mandar SMS? Não há nada de errado nisso, mas tenha bom senso e criatividade.

Mas o melhor mesmo são as declarações em público. Frases exageradas falando em “sempre” no orkut e msn. Quer falar que vai durar pra sempre? Fale, mas espere mais algum tempo, mas eu aviso, não dura, ok?

E logo, com esse mimo todo, o sujeito para de sair com os amigos, futebol de quarta-feira a noite vira lenda e aquela gelada no bar junto com aquela conversa com os brothers, ixe, isso não passa mais pela cabeça.

O cara vira um “fofinho”, o relacionamento deles é “fofinho”, e sabe o que ela vai falar para as amigas quando elas perguntarem? “Aaah, ele é normal, fofinho”. Que grande merda.

“Eu respeito ela”

É aqui que chega a parte onde eu falarei sobre ela ser “certinha”. Meu amigo, deixa o Libertino te contar uma coisa.

Ela não fumar, não beber e adorar estudar, não significa em nenhum lugar desse gigantesco mundo que ela não gosta de dar. É cara, a sua mulher também adora dar.

Não venha com essa de que você respeita ela e então você não faz nada demais na cama com a sua namorada. Eu te garanto, o respeito que ela vai querer na hora H é outro.

Ela vai querer que você respeite ela dizendo sacanagens no ouvido dela, puxando ela pra você, colocando ela de quatro e a fazendo se sentir a pessoa mais segura do mundo depois no papai-mamãe abraçando-a com firmeza. Respeite-a como mulher, que tem uma sede muito grande de prazer.

Quer saber de mais uma coisa? Oral. Isso. Faça um belo de um oral nela e depois peça um da parte dela. Você talvez não saiba, mas sexo oral significa para as mulheres muitas vezes mais intimidade com o parceiro do que a penetração em si.

Façam o que tiverem vontade, praticamente tudo é liberado nessa hora. Ela é a sua mulher, e como sua, você tem o dever de explorar e lhe ensinar algumas coisas também. Ela não vai querer um cara “fofinho” na cama. Mostre que você é, primeiramente, homem. Mostre isso pra ela na cama e não brigando pela rua, como um ogro idiota que vive falando “amor, ganhei 2 cm de bíceps esse mês”.

Se você não mostrar do que é capaz na cama, dar a ela o sexo que ela merece, logo logo a fase do “fofinho” passa e eu te garanto, ela vai procurar outro. Ela pode até não te deixar, mas o sexo em si, será feito com outro. Portanto, grave isto: sexo bem feito salvará o teu relacionamento em épocas de crise.

Guarde isso, é ouro.

Se eu tenho uma dica para lhe dar, essa com certeza é…

Ame a sua própria vida

Isso quer dizer que você tem que ir atrás daquilo que realmente te agrada. Arrume um emprego que te deixa de pau duro só de acordar e saber que hoje terá tais e tais coisas pra fazer por lá.

Entre numa academia. Não só para ficar “bonitinho”, mas sim como uma massagem para tua auto-estima. Isso dá uma diferença absurda, meu caro.

Tenha séries de TV favoritas, acompanhe elas. Aprenda a fazer algo realmente bom na cozinha. Tenha seu tempo sozinho também. Tenha um lugar que só você conhece e leva ali as pessoas mais especiais. Lugares altos são perfeitos para isso.

Acabe o dia e fale “caramba, eu fiz isso, isso e isso”. Se admire, se valorize, se respeite, se ame.

Libertino

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Voz Do Silêncio


Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem

Perguntas


Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo!!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cotidiano Sexual.

Os homens terão o que as mulheres tem hoje; PODER SEXUAL E OPÇÃO.


Como é o mercado sexual hoje? Simples. Mulheres escolhem a bel prazer um grupo de destacados para dar sexo casual louco e selvagem, rejeitam bonzinhos e namoram e casam depois de usadas com betas. Homens passam por uma pressão social ABSURDA para pegarem mulheres, sofrem pressões biológicas violentas devido o instinto sexual para conseguir sexo.

A pressão que um homem sofre para tomar a iniciativa, ser rejeitando milhares de vezes, sofrer com invisibilidade, olhares de nojo, exigências insanas, aprender frases e trejeitos tirados de livros de sedução para conseguir beijar na boca e ter um sexo capenga e ruim torna o jogo sexual pro homem sofrido, tedioso, cruel e frustrante. Ele assiste 20% dos homens comer 80% das mulheres e a cada ano mais homens são cuspidos pelas mulheres do mercado sexual, privados de sexo, afeto e compania feminina POR MAIS que tentem se adequar.

Diante de um cenário humilhante e totalmente favorável as mulheres, bilhões de homens no mundo sedentos de sexo buscam de todas as formas compensar a privação mundial de sexo que sofrem. A gente vê isso em todo lugar do mundo. Não temos aumento de frequência sexual por parte dos homens. Vemos é o aumento de prostituição, a explosão de pornografia (tornando-se uma industria multibilionária), o aumento de turismo, suicídios masculinos por amor explodem, desistências sociais por milhares de homens orientais, explosão do mercado de vídeo-games (substituto de compania feminina e baladas), explosão de comunidades PUA (sedutologos) visando salvar os homens, etc.


Silvio K

domingo, 5 de junho de 2011

Por que você ama quem você ama?



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Padrão de Relacionamento.


As vezes me assusto com o modo de que alguns caras falam de suas parceiras. Se o tema é relações paralelas, traição, ciúme, ele afirma com toda a certeza do mundo: “Ela nunca aceitaria isso, sofreria, acabaria com tudo”. Se o tema é sexo, mais certezas: “Ah, não, isso já tentei mil vezes, ela não gosta. Fazer o quê?”.

Minhas respostas são sempre variações da seguinte pergunta um tanto cruel: “Imagine outro cara com ela. Você tem certeza absoluta de que ela agiria do mesmo modo?”. Sempre desconfio de caras que dizem conhecer suas mulheres.

O envolvimento usual entre duas pessoas parece causar uma crescente solidificação de identidades. Quanto mais eles se conhecem, mais excluem outras possibilidades. Fecham espaço para surpresas e ainda tem a coragem de reclamar disso ao fim: “Não dava mais, acabei. Era tudo muito previsível, ele parou de me surpreender…”. A amiga deveria responder: “Mas é claro! Você mesmo impedia o cara de te surpreender”.

Desenvolvemos um padrão de relacionamento com o outro, começamos a surgir de um jeito, começamos a vê-lo de um jeito e, quando menos percebemos, nunca mais desconfiamos de que talvez o outro seja muito mais do que aparece para nós, de que outros o ativem de outro modo, de que ele encarne outros personagens com outras risadas, outras piadas, outros olhares, outros gestos. Às vezes vamos com a namorada visitar um primo das antigas e então nos surpreendemos com ela falando e olhando diferente diante dele. É como se fosse uma mulher que nunca havíamos encontrado!

O amante naturalmente possui essa sabedoria que muitas vezes falta ao galã principal. Ele sabe que a mulher tem uma outra relação, de que tem uma vida própria na qual provavelmente incorpora várias identidades. Ele mantém um desconhecimento saudável, uma espécie de ceticismo generoso. Ao ser perguntado sobre a amante, diz: “Não sei como ela agiria”.

Pensando bem, até mesmo os amantes sofrem da síndrome de crença mórbida do marido. Eles também congelam… Contudo, pela consistência de minha argumentação, vamos supor que estamos falando do arquétipo do amante, que tal? ;-)

O ponto é: sua namorada não é sua namorada, sua esposa não é sua esposa. Muito antes de ser sua namorada, ela foi namorada de outros, com os quais agia diferente, pensava diferente, sorria diferente, trepava diferente. Muito antes de ser namorada, ela é filha. Antes de ser filha, é mulher. É aluna, professora, jogadora de basquete, mestre em psicologia. Ou dentista, praticante de ioga, vocalista.

Ela é a liberdade de ser várias, cada uma com configurações corporais, expressões, movimentos, pensamentos específicos. Ela se conjuga sempre no plural. É um hardware sempre expansível com um software atualizado minuto a minuto (que as leitoras me perdoem, mas tem muito cara de TI que lê esse blog). É cambiante, é o vir-a-ser que já está em outro lugar no instante posterior ao nosso dedo apontado.

Ainda que aja com certos padrões, sua verdadeira natureza escapa de qualquer previsão. Impossível abraçá-la ou percorrê-la completamente. Ela é chuva, fogo, raio. Igual a você.

Hoje.


Ele: Hoje é quarta, tem aquela banda de salsa no Rey Castro. Vamos?
Ela: Não, hoje não vim preparada pra sair, to cansada, suja, imprestável… Amanhã?
Ele: Amanhã a banda é outra. Mas tudo bem, a gente vai semana que vem. Amanhã a gente vê um filme, então.

O problema é que ele não queria sair com ela amanhã. Seu corpo estava bombando hoje, seu desejo, sua potência, o brilho no olho. Muito a oferecer. A salsa, não o cinema. Hoje! Não amanhã, porra! Tem dias que surge uma potência que precisa ser oferecida, como se fosse um presente que vem junto com uma bomba relógio. Um vigor que que não pode acabar em masturbação, que vem junto com uma vontade de atravessar nossa mulher, tirá-la do chão, fazê-la sorrir com cada uma das células até relaxar completamente com os cílios roçando em nosso peito. E ainda dizem que homem não vincula sexo a amor… Aham.

Dizem também que homens pensam com a cabeça de baixo. Mentira. Se homens ouvissem mais o próprio pau, eles não aceitariam “Não”, eles não cederiam ao cansaço – que era o verdadeiro interlocutor no lugar da mulher. O pau é preciso, insistente (como um sedutor profissional), imóvel, impetuoso, paciente: quando quer algo, faz de tudo pra conseguir, continua, continua, continua, até chegar em seu objetivo. Seus donos poderiam ser assim, não?

A mulher queria a salsa (ela reclamava silenciosamente por eles sempre terem adiado essa noite), mas o cansaço estava maior. Era preciso um homem para ajudar a quebrá-lo e injetar ânimo em suas veias. Um homem para abri-la às possibilidades da noite que ela mesma sempre quis.

Seu namorado muitas vezes não é esse homem. Ele a respeita, ele sabe como ela fica quando está cansada, ele aceita, tem a certeza de que a relação vai continuar, semana que vem eles vão, tem o cinema amanhã, é só chegar e beijar, ela é sua namorada quase noiva, a data do casamento só depende daquele padre, ele já comprou o anel, sexo garantido, vão assinar papéis, é sua mulher, sempre disponível, só ligar. Não sabe mais o significado de urgência. Ele não é seu amante.

Por isso às vezes penso que toda namorada eventualmente deveria se fazer de difícil, caso contrário o cara vai acabar exercitando suas habilidades de sedutor com outras. Ou pior: vai perdê-las.

O tesão masculino não é exatamente o sexo, mas a sensação de romper, ultrapassar, superar barreiras, limites, obstáculos, desafios. Hímen, manha feminina, mistérios do universo, oscilação das ações, confusões da mente, segredos do empreendedorismo, recordes dos esportes… É isso o que nos move. Quer conquistar um homem? Deixe um problema na mão dele. É assim que empresas conseguem ter homens ao redor por mais de 8 horas diárias, é assim que mulheres conseguem um pai para seus filhos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Traição


Vamos admitir logo de saída: por mais bem intencionado que alguém seja, por mais votos e compromissos de fidelidade que tenha definido, há sempre a possibilidade de beijar, transar, se apaixonar por uma terceira pessoa. E a frequência dessas relações paralelas é muito maior do que imaginamos.

Se repararmos com curiosidade nos movimentos presentes o tempo todo, se soubermos lidar mais diretamente com a possibilidade de traição, em vez de ignorá-la e surtar quando acontecer, talvez nossa própria relação monogâmica melhore.

Um dos maiores enganos é pensar na traição como sintoma de alguma doença, efeito de algum desvio, cagada, erro. Muitos homens e muitas mulheres cultivam relações paralelas sem que estejam infelizes. Pelo contrário, às vezes um homem transa com uma terceira durante seu melhor momento no casamento. É como se pensasse: “Eu amo tanto minha mulher, visualizo tanta coisa em nosso futuro, tenho tanta confiança em nossa relação que não vejo problema algum em ficar com outras”.

Mesmo se fizermos tudo certo, ainda poderemos ser traídos. Tal constatação é essencial para diminuir o excessivo cuidado em sustentar a relação, um apego, um medo, uma insegurança que às vezes chamamos de amor.

Grande parte dos casais consegue seguir depois de uma noitada ilegal ou mesmo depois de uma paixão não oficial. Uma relação paralela pode enriquecer o casal de um modo que eles nunca conseguiriam sozinhos. Claro, ninguém está preparado e corremos o risco de sofrer desnecessariamente, mas a verdade é que já sofremos desnecessariamente ao encarar a traição como um problema quase intransponível.

Se você quer mesmo ficar junto com sua mulher, se ela faz parte do seu direcionamento na vida e se sua presença é benéfica na vida dela, por que raios você acabaria tudo por causa do pau de um zé mané?

A experiência de ser traído não é grande coisa, tampouco necessita de soluções específicas. Ela é basicamente uma variação da morte. No trabalho ou em um casamento, as relações movimentam nossa energia, sustentam nossa identidade, conferem sentido ao mundo, criam felicidade. Sempre que essa experiência positiva é interrompida, sofremos, perdemos energia, sentido, identidade. Como se o Sol apagasse.

Em uma traição, não sofremos porque perdemos a mulher, mas porque nos perdemos.

''Se sentimos que a segurança do nosso relacionamento é ameaçada porque nossa mulher está com outro cara, vamos ficar aflitos. Se sentimos nossa segurança ameaçada porque ela tem telefones de outros homens na agenda, aflitos. Se é porque ela não nos ligou hoje, aflitos. Não importa o motivo. Basta sentirmos que ele ameaça nossa segurança e estabilidade. Para alguns esse limite é mudar o sofá de lugar, para outros é descobrir um câncer fatal.”

Se não apostássemos quase todas as nossas fichas de felicidade no relacionamento amoroso, não sofreríamos tanto com a traição.

Gustavo G