terça-feira, 22 de maio de 2012

Amores Platônicos


Aposto que você nunca se apaixonou platonicamente pelo mendigo maluco do seu bairro (daqueles que você mal vê a unha do pé de tão suja). Os amores platônicos tem sempre um alvo predileto: a pessoa fodona que você cruzou algumas vezes na vida e ficou babando que nem fã do Luan Santana.

Conheço muita gente que vive se lamentando sobre não conseguir fazer a outra se apaixonar por ela. Ficam alimentando um amor platônico por muito tempo e se relacionamento com uma pessoa fantasma em sua imaginação. Normalmente elas miram aquela pessoa extremamente desejada por todos e que parece a mais bonita, interessante, inteligente, estável financeiramente e bem articulada no jeito de agir com os outros. Depois fica dias, semanas e meses numa masturbação emocional sem fim, vasculhando o Facebook, procurando o nome no Google, perguntando dele para qualquer contato direto ou indireto que o conheça. E pior ainda: tem gente louca que gosta de sentir isso preferencialmente por pessoas comprometidas ou artistas inacessíveis, tipo Kauã Raymond . Daquele tipo que fica se imaginando no lugar da Grazzi Massafera ou simplesmente odiando ela. É pedir para sofrer alimentar esperanças com alguém que não está na sua. Prato cheio para quem tem receio de encarar um relacionamento de verdade, olho no olho.

Agora pense com calma. Repare que não pensou no mendigo amigo e sim no cara fodão por pura vaidade e desejo de ser lançada ao patamar dele. Esse é o começo mais perigoso para uma relação – você já espera de mais e oferece de menos. Até se um milagre acontecesse você não ia segurar as pontas, pois sua base é frágil e a decepção seria certa, para os dois lados. Então, se você quer sair dessa armadilha emocional tem duas alternativas:

Primeira, abaixe a bola e seja sensata. Quando nos apaixonamos por alguém sempre é por aquilo que ela acrescenta em nossa vida e os sonhos que ela pode realizar. Isso é tipicamente egocêntrico, portanto seria mais generoso você se perguntar: “o que eu tenho a oferecer para essa pessoa que eu acho tão maravilhosa?”.

Se o fodão X desse bola para você, qual o impacto que teria no mundo dele?

Você ia segurar a barra ou ia infernizar a vida do cara por se sentir inferior na relação?

Você tem elementos pessoais que ficariam confortavelmente compatíveis com as expectativas altas que vê nele?

Qual experiência de vida tem a compartilhar que seja realmente interessante dentro no mundo dele?

Se você não sabe responder com convicção nenhuma dessas perguntas é um mau sinal. Sua vida precisa de cuidados. Talvez seria interessante olhar para o lado e ver aquele cara que está mais compatível ao seu mundo e com quem realmente possa trocar em pé de igualdade já que caiu na real que não é nenhuma perfeição.

Mas se isso parece pouco para você resta a segunda alternativa. Tenha uma vida significativa a tal ponto que o surgimento de um amor ao seu lado seja consequência natural de estar se movimentando pelo mundo. Se quer viver uma experiência espetacular não adianta esperar sentada em frente ao computador lambendo o avatar do Facebook dele.

O que faz uma pessoa se apaixonar por você é mais simples do que imagina. O amor começa e é realimentado na admiração. O que você faz de admirável aos seus olhos e que causa bem estar à sua volta? Se nem você gosta de olhar para sua vida e seu cotidiano, por que acha que outra pessoa seria obrigada a gostar? O fato de você se apaixonar por alguém é o único motivo pelo qual essa pessoa deveria retribuir o seu sentimento?

É preciso parar um pouco de olhar para fora e voltar seu olhar para dentro. Invista em você, amplie seus horizontes. Isso vai custar algum tempo, esforço, dedicação, dinheiro, mas no resultado final, será uma pessoa mais realizada. A melhor maneira de incitar o amor de alguém por você é se tornar uma pessoa realmente INSPIRADORA – só assim poderá viver o prazer de um amor real, em vez de um de faz de conta. Afinal, Cartola mesmo já dizia: olhar, gostar, só de longe, não faz ninguém chegar perto.


Frederico M

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Misantropia

Se procurarmos por Misantropia no Google muita coisa a respeito iremos encontrar. Principalmente pessoas alegando que são misantropas ou pedindo informações sobre sintomas para saberem se de fato são misantropas. No entanto, misantropia é uma doença ou apenas uma forma de se encarar a vida e o convívio social?

E o mesmo tem acontecido com a misantropia. Assim como muitos a encaram como doença, outros tantos a levam como estilo de vida. Ainda segundo Lane, no século 19 os misantropos eram pessoas valorizadas por serem críticas. A própria FOLHA ao indagá-lo sobre misantropia não se refere a ela como uma doença.

O que ocorre é que querer ficar “na sua” passou a ser um comportamento tão incomum que qualquer pessoa que por algum momento queira se isolar, passa a ser classificada ou a se auto-classificar misantropa. E como muitos comportamentos antes banais tornaram-se síndromes e transtornos, a misantropia anda pelo mesmo caminho. Em contrapartida, nessa internet há muita glamourização em se denominar misantropo. Talvez seja resquício do século 19. Ou seja, ao mesmo tempo que é vista como doença, é vista como característica essencial na personalidade de alguém. Com isso, pode-se afirmar que misantropia não é doença e também não é estilo de vida (apesar de muitos enxergarem dessa forma) De forma concisa, misantropia é vista por muitos como estilo de vida por sua popularização e glamourização, mas misantropia nada mais é que uma forma covarde de enfrentar a vida e um meio de se reconhecer como melhor, superior.

domingo, 13 de maio de 2012

Mulher Esperta ,É Aquela Que Sabe Sentir Prazer Sozinha


O clitóris não foi posicionado nesse local estratégico do corpo feminino à toa… Enjoy it!

Desde pequenos os homens são incentivados a explorar a sua sexualidade. Quando ainda bebês, naquela fase em que começam a descobrir o corpo e o seu novo “amigo”, sempre tem um pai ou tio babão pra falar: “Olha esse é meu filho! Já tá brincando com o pingulinzinho dele!”. Eles vão crescendo e têm todo um mercado erótico de revistas, lubrificantes e vídeos pornôs a suas mãos. Têm também sempre um primo que lhe dá dicas de como se divertir no cinco contra um, e promete que vai levá-lo no puteiro quando ele tiver com mais idade. Os meninos descobrem a masturbação cedo porque têm todo um contexto familiar e social a sua volta extremamente incentivador. Com as meninas o assunto é bem diferente.

Garotas crescem ouvindo que é para elas se sentarem “que nem mocinha”, com as pernas cruzadas e que uma menina que é “pra casar” não deve ficar com vários caras, nunca pode ser “fácil” e tem que se valorizar, se não vira uma “qualquer”. Vestígios de uma educação religiosa, que prega a virgindade, que tenta dominar a sociedade através do controle dos seus prazeres. Essa educação machista impregnou os costumes sociais, e consequentemente, colaborou para reprimir sexualmente a mulher. Apesar da revolução sexual e da emancipação da mulher, ainda vemos vestígios dessa repressão sexual na nossa sociedade. E é por isso que a masturbação feminina ainda é um tabu. Não somos preparadas para descobrir a nossa sexualidade igual acontece com os meninos. Isso explica porque ainda é grande o número de mulheres que não sabem como sentir prazer ao se tocar.

A masturbação é um ato inerente à natureza feminina. O teu clitóris existe com a única e exclusiva função de te dar prazer. Sim, ele não tem nenhuma serventia para reprodução, nem é usado para urinar, como acontece com o pênis. A sua única finalidade é fornecer o prazer feminino – e apesar disso ainda tem muito homem que não sabe muito bem onde ele se localiza, diga-se de passagem! Mas mesmo assim, mesmo sendo portadoras desse botãozinho mágico, ainda têm muita mulher que não se masturba. Algumas até tentam, mas não sentem prazer ao se tocar. Isso acontece, principalmente, porque as mulheres não conhecem o próprio corpo, pois não sabem lidar com a masturbação e vêm isso como algo inapropriado.

E isso tudo acontece quando, na verdade, a masturbação deveria ser vista como algo natural, um momento de autoconhecimento, uma prática necessária ao desenvolvimento da sexualidade. Somente conhecendo cada mínimo detalhe do seu corpo é que você vai poder apresentá-lo ao seu parceiro. Somente aprendendo o caminho que te dá prazer é que você vai conseguir gozar – acompanhada ou sozinha. Vejo muita mulher que não consegue gozar e acaba depositando a responsabilidade no parceiro, ou muito cara que se culpa porque não consegue levar a parceira ao orgasmo, mas péra aí: como o seu parceiro vai achar o caminho sozinho se você não o guiar? Tem muito cara que não sabe como masturbar uma mulher, mas aí cabe a você ensiná-lo.

Para mim, quem diz que não sente prazer ao se tocar é porque ainda não encontrou o caminho certo. E é por isso que eu defendo a ideia de que o vibrador deveria ser um item obrigatório em todo o criado-mudo feminino. Apoio totalmente as adeptas do I touch myself.

Laís Montagnana

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não acredite em uma mulher depois do orgasmo


Estudo recente publicado pelo IPPS (Insituto Paulista de Pesquisas sobre Sexualidade) adverte que nos minutos que sucedem o orgasmo feminino a mulher entra em estado de confusão mental gerado pela elevada descarga de dopamina que o cérebro vive durante o clímax sexual.

Alterações significativas na geração de dopamina geram a sintomatologia da esquizofrenia (ainda que temporária). Este distúrbio mental é caracterizado essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas. Entre o real e a imaginação.

Durante o período pós-orgasmático a mulher tem o super-ego (estrutura mental guardiã dos códigos morais) ‘afrouxado’. Em estado de relaxamento moral a mulher tende a tecer elogios, fazer planos de futuro ou até mesmo superdimensionar a importância do parceiro em sua vida afetiva/sexual.

É recomendável aos homens (ou até mesmo mulheres em caso de relacionamentos homossexuais) a não levarem em consideração as palavras ditas durante o período pós-orgasmático feminino, que de maneira geral dura entre 7 e 23 minutos. O IPPS adverte as mulheres a não realizarem transações financeiras e/ou patrimoniais imediatamente após relacionamentos sexuais.

FONTE: Revista Superinteressante

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Acabou!


"Qualquer coisa que uma mulher faça que não seja sumir, não vale", me disse o advogado André Galvão. "É um saco ter que dizer que não dá mais. Nem sempre elas aceitam sua decisão. Então, prefiro ir me afastando e ver se ela desencana, se me esquece." Sim, nós sabemos que vocês preferem que a gente caia no buraco do metrô ou que seja abduzida por um ET. Mas se vocês conseguem dar conta de ir à luta e usar todos os controles remotos, sem ler os manuais, não deveria ser tão difícil dizer com todas as letras: deu!

Dá trabalho? Claro! Talvez você tenha que se esforçar mais para mandá-la passear do que quando queria levá-la para a cama. E ainda tenha que agüentar todos os chororôs, as chantagens e ficar com a pecha de filho-da-p... "Os homens têm dificuldade de terminar qualquer relacionamento porque têm a intuitiva certeza de que vão ser considerados uns filhos de mães de passado duvidoso. E temem isso. E têm razão. Nunca vi uma mulher que dissesse 'Ele teve todos os motivos para romper '", diz o psicanalista Francisco Daudt, autor de O Amor Companheiro (Ed. Sextante, 160 págs.). A dura realidade é que ninguém que toma um pé na bunda vai admitir que o outro tinha razões para fazer isso. Mesmo que sua garota o tenha traído ou que vivesse em TPM 365 dias por ano, ela não vai ficar feliz se você cair fora. Então, meu caro, com ou sem motivos claros, se você não está feliz, dê um basta a essa situação sem ficar enrolando.


"É inconsciente, mas acontece. Para o homem interessa ter um relacionamento sem compromisso. Tudo o que tem a perder é um monte de espermatozóides", analisa o psicólogo Ailton Amélio da Silva, autor do livro Para Viver Um Grande Amor (Ed. Gente, 168 págs.). Por isso ele topa ficar com uma mulher que no fundo não namoraria nem casaria. E ele sabe disso o tempo todo. Levar de qualquer jeito é mais cômodo do que terminar. "Você talvez ouça que não é pelo fato de ter se separado, mas pela forma como se separou. Não se iluda. O problema dela é com o fato. Não há boa saída, pode desistir. Só existe saída, e ponto", diz Daudt. Então se quer diminuir as chances de ser mal classificado, tente fazer a coisa de forma simples. Não suma e não invente desculpas. Vá direto ao ponto. E anote aí: além dos espermatozóides, você está perdendo tempo e a possibilidade de encontrar alguém para ser feliz.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Do gosto de ser quem sou…


Gosto de me sentir a única responsável pelas minhas frustrações. Isso me dá a sensação de que se, da próxima vez eu acertar, poderei evitá-las.

Gosto do frio na barriga do primeiro encontro… Da dramaticidade cômica das gafes e do nervosismo…

Gosto do olhar direto, porém, acanhado. Do beijo tímido, porém, intenso…

Do desejo carnal se transformando em tudo o mais. Do despertar dos sentidos, das vontades, sentimentos.

Gosto do meu direito de viver como me cabe… De mudar quando me interessa… De pensar quando me importa…

Gosto de ser quem sou, mas com o prazer imensurável de mudar quando considero necessário e me considero capaz…

Gosto até da rispidez que a sinceridade conota, porque dela é que se faz acordar para evoluir…

Gosto ser humana, do sentir, de entender e de ser capaz de me importar o suficiente com as pessoas para não me dar ao luxo de fazê-las achar que em algum momento elas serão mais importantes que a mim mesma na minha vida…

Gosto também da desaobrigação do sentir… Da vontade genuína, da delícia do estar e não de ser..

Gosto do sabor das coisas sem que precisemos que elas nos possuam para serem apreciadas. Da beleza, do contemplar, do toque, do cuidado, da verdade…

Gosto de cultivar em mim a vontade de ser cada dia melhor do que eu mesma, sem precisar disputar com mais ninguém. Sem ter que despertar compaixão nas pessoas e gosto de saber que em algum momento da vida, fiz a diferença, ainda que hoje isso não valha nada…

Gosto de amar sem esperar amor em troca, de me desafiar à uma força sobre-humana de entender que as pessoas se desfazem do que sentem à medida em que não podem lidar com isso e de ser capaz de lidar com tais lembranças sem sentir dor, só sorrir novamente, com saudades mais sem a pretensão de querer de volta…

Gosto quando me permito respirar lembranças… Quando sinto de cada um, o cheiro que me deixou num abraço, ou o tom de voz carinhoso ao se despedir, ou o beijo dado na testa como sinal de respeito ou, ainda, os sorrisos sem motivo ou porque, dados em meio ao caminhar despretensioso pelas ruas…

Gosto de lembrar que, mesmo com tantas adversidades da vida, ainda sou capaz de guardar o melhor de cada um e de ser capaz de ser feliz por terem se ido para o que lhes faz sentir melhor…

E de saber que ainda que jamais se lembrem de mim, eu já lhes fiz sorrir…

E se há algo que não gosto? Da minha incapacidade em lidar com as situações as quais eu sei como deveria agir.

Da minha intolerância cega às tentativas de me limitarem ou de me definirem…

Só queria poder viver como acho certo, mesmo fazendo errado e tentando acertar. Só queria poder não ter que me explicar sempre, porque todos cometem tantos ou mais erros que eu… E nem por isso me presto a cobrar-lhes explicações… Mas esta é minha deficiência. Lidar com isso. Devo me esforçar para melhorar… Esta é minha sina.

@DraDoAmor