quinta-feira, 2 de março de 2017

Talvez

Eu achava que, aos poucos, a gente morria de amor, depois do fim, depois da despedida, mas não, ninguém morre. Dói muito e a angústia chega a apertar o peito; você chora baixinho pra ninguém ouvir antes de dormir e a saudade invade de um jeito avassalador. Quantas vezes eu quis saber como você estava sem mim, se encontrou outro alguém ou se ainda pensava em nós. Mas todas as dores, as feridas, as noites em claro, a angústia que se fazia presente em meu peito, a dor que persistia em ficar, tudo isso passou, a tempestade acabou e deixou-me ainda mais forte. Depois do fim, é difícil recomeçar e como dói lembrar daquele adeus.
Eu nunca precisei esbanjar sorrisos de graça para parecer bem quando eu não estava. Nunca escondi a saudade e evitei a todo custo fazer pose para parecer feliz, quando de fato eu não estava. Portanto, se eu sorrir é porque estou bem, não preciso declarar a minha felicidade aos quatro cantos do mundo como quem precisa mostrar a todos que, depois do fim, superei de forma mágica, não sofri e que estou melhor do que nunca. Sinceramente, acho desnecessário querer parecer feliz e realizado logo após uma história tão bonita, quanto a nossa foi, ter se acabado. Também não vou me abrigar no primeiro abraço, nem me entregar ao primeiro beijo que me aparecer.
Não vou me tornar uma pedra e não vou me fechar para a vida, eu só quero um tempo. Um tempo não para ficar sofrendo, chorando e pensando em tudo que acabou, mas um tempo para aproveitar e sugar tudo o que há de bom, recarregar as energias, descobrir novos lugares para ir num sábado à noite, conhecer pessoas que nunca quis conhecer, terminar a minha lista de séries no Netflix, descobrir onde tem o melhor cappuccino, fazer um tour gastronômico pela cidade e planejar a minha próxima viagem. Esse meu coração teimoso precisa aprender a reencontrar o tal do amor próprio.
Hoje, tive um encontro comigo e descobri coisas que antes, sei lá, passavam despercebidas talvez. Mas sabe, meu sorriso é mesmo bonito, as minhas piadas são realmente muito ruins e eu não sou tão simpática assim. Não tenho preferência musical e meu gosto é um tanto quanto diferente, estranho talvez. Meu abraço é o melhor do mundo e sei apoiar alguém, como ninguém. Realmente, você tinha razão quando dizia que fico linda de pijama. Você tinha razão quando dizia que minha risada era engraçada e que sou a melhor companhia de viagem que alguém poderia ter.
Você estava certo quando dizia que me faltava coragem, às vezes, para lutar pelo que eu queria e que eu precisava não me esconder tanto do mundo, não precisava me defender tanto das pessoas e, por mais que as feridas fizessem morada em mim, eu precisava me esvaziar da dor. Lembrei de quando você me dizia o quanto eu era incrível e que eu merecia tudo de melhor. Eu realmente mereço e é por isso que eu não posso deixar o meu mundo desmoronar, é por isso que não posso criar um bloqueio e impedir que coisas boas cheguem até mim, pois a dor não pode ser maior do que as possibilidades tão lindas que vejo por aí, e não posso permitir que essa insegurança tire as coisas boas de mim.
Então, eu lhe desejo abraços calorosos, sorrisos que fazem a gente ganhar o dia, um cafuné num domingo à tarde, abraços de moletom no inverno, mensagens de bom dia e risadas que fazem doer a barriga. Seja feliz, porque eu também vou ser. Mantenha a sua fé, sua coragem e sua ousadia de viver, porque eu também vou manter a minha alegria, minha paz e meu sorriso encantador. Quero me encantar de novo com a vida, quero continuar me descobrindo, sei que, para pessoas como eu e você, sempre há coisas boas reservadas. E não pense que “não demos certo”, nós demos sim, e muito certo, por um tempo. E agora, outras coisas, pessoas e momentos vão aparecer em nossa vida e vai dar certo novamente, de uma forma diferente, mais intensa talvez ou mais devagarinho; mas vai, acredite.
Talvez a gente se esbarre por aí novamente, com o coração mais feliz e maduro, talvez a gente sinta falta e, depois de tantos e reencontros, decida pousar no mesmo lugar. Aprendendo a aceitar aquilo que não soubemos aceitar, amando aquilo que não conseguimos amar, descobrindo aquilo que tentamos esconder e resolvendo tudo aquilo que deixamos para depois. Talvez a gente se esbarre novamente com o coração mais calmo e decidido a lutar, a ficar, mas, por hoje, é melhor alçarmos voo.
Tatiana A.

domingo, 10 de julho de 2016

Nem sempre nós ficamos com os amores das nossas vidas.



Primeiro gostaria de dizer que eu acredito em grandes amores. Mas vivo como se não acreditasse.

Eu não tenho mais expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de flutuar novamente. Eu sou daqueles cara raros que se entrega ao descobrir o amor; agora talvez um pouco cansado, que realmente não gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e que não é feliz por viver numa época em que a monogamia, a infidelidade, o relacionamento extremamente aberto é normal. 

Eu acredito em grandes amores, por que já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto exite no mundo real.”

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo do amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe. 

É amor do tipo “amor da sua vida”. 

E eu acredito que funciona assim: Se tu tiver sorte, vai conhecer o amor da sua vida. Tu vai estar com ela e vai aprender com ela, darás tudo de ti a ela e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra. 

Mas aqui está o que os contos de fadas, as histórias românticas, não vão te dizer - às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los. 

Nós não chegamos a casar com ela, nem passamos anos ao seu lado, nem seguraremos as suas mãos no leito de morte depois de uma vida bem vivida juntos. 

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, no mundo que vivemos, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo que existe, Às vezes você quer uma casa grande e três filhos e ela quer uma carreira profissional e um apartamento no agito da cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e ela tem medo de se aventurar fora do quarto. Às vezes teus sonhos são maiores que os dela.

Às vezes, a maior atitude de amor que você pode ter é simplesmente deixar a outra pessoa partir. 

Outras vezes, tu não tem escolha. 

Mas aqui está outra coisa que não vão te contar sobre encontrar o amor da sua vida: não viver toda a sua vida ao lado dela não desqualifica o seu significado. 

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem te ensinar mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida. 

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir. 

E quem somos nós para chamarmos essas pessoas de algo que não seja “o amor das nossas vidas”? 

Quem somos nós para minimizar  a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudarem para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los - encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida? 

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas. 

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar o amor da tua vida não tem que a tragédia da tua vida. 

Deixá-lo pode ser a tua maior bênção. 

Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Eis o asco.


Era pra ser o suprassumo animal, o recorte sempre perfeito de uma vida cheia de maldizeres. Mas não é assim não.Depois que a poeira abaixa, logo em seguida da brasa esfriar, nem sempre a coisa anda. Não é dessa maneira que a gente queria, mas se a vida assopra, é porque ela logo vai bater de novo. De quando em quando, a gente se pega na situação inerente do asco pós-coito, aquela mazela que surge depois que o sangue começa a fluir novamente por todo o corpo e não só nas genitálias, uma coisa ruim de se perceber em algum lugar que não se queria estar com uma pessoa que não era exatamente quem você passaria uma madrugada toda batendo um papo.Nem estou dizendo que a escolha foi erro nosso, que, já que optamos -- em alguns momentos -- o sexo pelo sexo, nada mais justo que ter que aturar o que vem depois. Não posso dizer, claro, por todo mundo, mas creio que foram pouquíssimas as vezes em que eu fui para o tão desejado sexo com alguma garota que eu não tinha um mínimo de sentimentalidades de carinho, curiosidade e amizade.Só que o sexo abre muitas portas, mostra muitas caras, evidencia muito de você e da outra pessoaDaí, quando ainda nem percebemos, o toque da pele se transforma em algo incômodo, a voz adentra aos ouvidos de forma mais áspera, as luzes do quarto ficam menos convidativas, a cama parece ter criado pregos. 

Jader P

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dessa vez a saudade venceu


Já que não deu certo, é melhor que fique assim. A gente se afasta e cada um vai tocando a sua vida. A gente se afasta e depois de um tempo finge que superou, que não sente mais nada e até arrisca andar de mãos dadas com um novo amor. A gente se afasta e guarda tudo dentro do peito. Escondemos o sentimento dentro de um potinho e fazemos de conta que tudo aquilo não existe mais. E aí a gente vai levando até quando suportar. Até quando um dos dois não mais aguentar. A gente vai. Com a lembrança do verdadeiro amor que escapou por entre os dedos. Com a certeza de que nunca mais sentiremos nada parecido. Sentindo o cheiro do perfume e lembrando o toque dos lábios. A gente vai porque o orgulho não nos permite voltar atrás. Porque já nos machucamos demais. A gente vai, mas a felicidade não. A gente vai. A gente foi. A saudade fica. Fica na camisa rasgada e nas brincadeiras dentro do elevador. Fica nas lembranças daquela viagem e naquele fim de tarde. Fica no vazio do sofá e do coração. Fica aqui e fica aí também, mas a gente não precisa admitir. A saudade é grande, o orgulho é maior ainda. Está tudo bem. Neste mundo torto quase ninguém termina ficando com o grande amor da vida mesmo, apesar de todos fingirem que sim. Quem somos nós para irmos contra? As coisas são como elas são. E, de tanto fingir que está tudo bem, quem sabe um dia a gente acabe acreditando. Muitas vezes é melhor levar uma vida sem grandes riscos. E aí, por não conseguir domar o tigre, a gente acaba se contentando com o gato. E agora é conviver com aquele bichinho monótono, cansado e preguiçoso, porque nos faltou coragem de assumir o desafio que seria lidar com algo tão selvagem. Animais domesticados não precisam de grades. Então é isso. Agora a gente vai. Fingindo que está feliz e tentando esquecer o nosso potinho secreto. O problema é que quando se é feliz de verdade uma vez na vida, você já não mais sorrirá igual por qualquer coisa. Desculpe por ter aberto nossas lembranças assim sem avisar. É que é mais difícil ser um bom ator em noites de chuva. Dessa vez a saudade venceu.
Rafael M.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Mais um Ano.



Seja tolerante: aprenda a compartilhar as igualdades com alegria, mas também a respeitar e celebrar as diferenças inerentes dos seres humanos, que tornam cada um de nós único e insubstituível. Questione o senso comum, diariamente: das tradições, superstições e ideias mais tenazes aos preconceitos mais arraigados, estando a se levantar contra as incoerências e injustiças. Crie ideias próprias, lógicas, saudáveis e coerentes. Mas esteja também aberto a discordarem de você, valorizando a discussão, e não o conflito. Aplique a racionalidade, a faculdade que mais lhe diferencia dos demais animais, para tomar atitudes e posições mais sensatas, e não aquelas baseadas única e exclusivamente em dogmas e premissas imutáveis. Modele sua visão do mundo de acordo com os fatos, e não os fatos de acordo com sua visão de mundo. Não deixe lugar para o egoísmo e mesquinharia intelectual. Há males terrenos piores que qualquer danação eterna, pois prejudicam seu próximo, aqui e agora. Antes de sair pedindo por vida nova, prometa a si mesmo mudanças para melhorar o mundo em que vivemos e busque a convivência pacífica entre os seres, humanos ou não. Respeite não somente o próximo, mas a Natureza, pois dela viemos e a ela retornaremos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Você se contenta com pouco no sexo ?


Quando vejo uma linda mulher em algum lugar eu sempre me pergunto se ela está verdadeiramente satisfeita com o sexo. Fico pensando - uma mulher gostosa e linda assim deve ser muito bem tratada pelos homens, não é mesmo? Deve ter milhões de orgasmos e dormir feliz sempre! Mas será que isso é verdade? Claro que essa pergunta serve para todas as pessoas em geral, mas vou exemplificar com as mulheres consideradas mais atraentes. Será que elas estão satisfeitas com a qualidade do sexo que têm (pois deveriam) ou estão simplesmente se contentando com pouco?


Pensei sobre isso hoje na praia quando vi uma menina linda de uns vinte poucos anos maravilhosa, toda gostosinha passando na areia. Será que ela está realmente satisfeita com a sua vida sexual? Tudo me leva crer que não e vou explicar porque acho isso. Sigam o meu raciocínio.

Você é jovem, tem um belo corpo com pequenas imperfeições quase imperceptíveis (o que é normal), tem cabelos lindos, uma pele maravilhosa, seios firmes, um belo quadril, se veste bem e pode ser considerada uma bela mulher. Ainda não vivenciou muitas experiências sexuais, mas também não pode dizer que é "virgem". Teve namorados com idade compatível aqui e ali, tudo muito normal e até acha que essas experiências foram bem legais! Se ela se conhece bem, pode estar se perguntando se foram mesmo? Talvez seja a hora ideal para ter uma experiência verdadeiramente interessante e prazerosa no sexo. O problema é, como encontrar o homem que possa suprimir esse desejo?

Pois é, ai que está o problema. Como saber que o cara é capaz de te fazer sexualmente feliz? Ainda não temos a resposta, vamos tentar chegar lá.

Acredito firmemente que a satisfação sexual de uma mulher está basicamente relacionada com dois fatores principais. O primeiro é como a mulher encara o sexo. Se ela tiver uma mente livre para explorar a sua verdadeira sexualidade, ela já tem metade do caminho percorrido para uma vida sexual feliz. As mulheres têm o sexo muito ligado com o que pensam e se ainda rolar alguns grilhões psicológicos o sexo pode não ser tão satisfatório. Em segundo lugar, a habilidade do homem para satisfazer a mulher. Isso também é importante óbvio. O homem que não sabe como fazer uma mulher gozar não está com nada e a mulher não deve se conformar com isso não é mesmo?

O problema é que muitas dessas garotas que ainda não experimentaram uma bela transa, geralmente passam por esses dois problemas ao mesmo tempo. O primeiro só pode ser resolvido por elas mesmas, portanto meninas liberem as suas cabeças para o sexo. Esqueçam os preconceitos idiotas que a sociedade ainda nos impõe e descubram suas sexualidades verdadeiras.