quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Mais um Ano.



Seja tolerante: aprenda a compartilhar as igualdades com alegria, mas também a respeitar e celebrar as diferenças inerentes dos seres humanos, que tornam cada um de nós único e insubstituível. Questione o senso comum, diariamente: das tradições, superstições e ideias mais tenazes aos preconceitos mais arraigados, estando a se levantar contra as incoerências e injustiças. Crie ideias próprias, lógicas, saudáveis e coerentes. Mas esteja também aberto a discordarem de você, valorizando a discussão, e não o conflito. Aplique a racionalidade, a faculdade que mais lhe diferencia dos demais animais, para tomar atitudes e posições mais sensatas, e não aquelas baseadas única e exclusivamente em dogmas e premissas imutáveis. Modele sua visão do mundo de acordo com os fatos, e não os fatos de acordo com sua visão de mundo. Não deixe lugar para o egoísmo e mesquinharia intelectual. Há males terrenos piores que qualquer danação eterna, pois prejudicam seu próximo, aqui e agora. Antes de sair pedindo por vida nova, prometa a si mesmo mudanças para melhorar o mundo em que vivemos e busque a convivência pacífica entre os seres, humanos ou não. Respeite não somente o próximo, mas a Natureza, pois dela viemos e a ela retornaremos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Você se contenta com pouco no sexo ?


Quando vejo uma linda mulher em algum lugar eu sempre me pergunto se ela está verdadeiramente satisfeita com o sexo. Fico pensando - uma mulher gostosa e linda assim deve ser muito bem tratada pelos homens, não é mesmo? Deve ter milhões de orgasmos e dormir feliz sempre! Mas será que isso é verdade? Claro que essa pergunta serve para todas as pessoas em geral, mas vou exemplificar com as mulheres consideradas mais atraentes. Será que elas estão satisfeitas com a qualidade do sexo que têm (pois deveriam) ou estão simplesmente se contentando com pouco?


Pensei sobre isso hoje na praia quando vi uma menina linda de uns vinte poucos anos maravilhosa, toda gostosinha passando na areia. Será que ela está realmente satisfeita com a sua vida sexual? Tudo me leva crer que não e vou explicar porque acho isso. Sigam o meu raciocínio.

Você é jovem, tem um belo corpo com pequenas imperfeições quase imperceptíveis (o que é normal), tem cabelos lindos, uma pele maravilhosa, seios firmes, um belo quadril, se veste bem e pode ser considerada uma bela mulher. Ainda não vivenciou muitas experiências sexuais, mas também não pode dizer que é "virgem". Teve namorados com idade compatível aqui e ali, tudo muito normal e até acha que essas experiências foram bem legais! Se ela se conhece bem, pode estar se perguntando se foram mesmo? Talvez seja a hora ideal para ter uma experiência verdadeiramente interessante e prazerosa no sexo. O problema é, como encontrar o homem que possa suprimir esse desejo?

Pois é, ai que está o problema. Como saber que o cara é capaz de te fazer sexualmente feliz? Ainda não temos a resposta, vamos tentar chegar lá.

Acredito firmemente que a satisfação sexual de uma mulher está basicamente relacionada com dois fatores principais. O primeiro é como a mulher encara o sexo. Se ela tiver uma mente livre para explorar a sua verdadeira sexualidade, ela já tem metade do caminho percorrido para uma vida sexual feliz. As mulheres têm o sexo muito ligado com o que pensam e se ainda rolar alguns grilhões psicológicos o sexo pode não ser tão satisfatório. Em segundo lugar, a habilidade do homem para satisfazer a mulher. Isso também é importante óbvio. O homem que não sabe como fazer uma mulher gozar não está com nada e a mulher não deve se conformar com isso não é mesmo?

O problema é que muitas dessas garotas que ainda não experimentaram uma bela transa, geralmente passam por esses dois problemas ao mesmo tempo. O primeiro só pode ser resolvido por elas mesmas, portanto meninas liberem as suas cabeças para o sexo. Esqueçam os preconceitos idiotas que a sociedade ainda nos impõe e descubram suas sexualidades verdadeiras.

Mundo moderno !





domingo, 26 de abril de 2015

Porque a rejeição dói tanto


Por que sofremos tanto ao terminar um relacionamento ou ser despedidas de um trabalho?

Resposta: ego, narcisismo, vaidade, apego.

Relacionamento e trabalho são algumas das principais maneiras de criarmos identidades.
Não somos nunca apenas o "Paulo" ou a "Joana". Somos o "Paulo da Maria Teresa". Somos a "Joana da Petrobrás". 
Essas identidades nos dão apoio, respaldo, contexto social. Ajudam a sufocar um pouco o vazio existencial que nos oprime.
Por isso, ser rejeitado pela Maria Teresa ou despedida da Petrobrás dói tanto.
Porque não é só um relacionamento ou um emprego que se vai. 
Perdemos também aquela personagem que investimos tanto esforço em criar, cultivar, consolidar. 
E nem mesmo a certeza de que em breve estaremos em outro relacionamento, em outro emprego, serve para mitigar um pouco desse enorme luto narcísico pelo falecimento de mais uma de nossas tantas identidades.
Nunca mais seremos o "Paulo da Maria Teresa". Nunca mais seremos a "Joana da Petrobrás".
Apesar de tanto trabalho, somos de novo só o "Paulo", só a "Joana", pequenas e solitárias primatas, vivendo suas vidas sem sentido na superfície de uma bola de pedra girando em torno de si mesma e se deslocando em círculos pela vastidão vazia do espaço.
A intensidade da nossa dor é diretamente proporcional à intensidade de nossa fé na existência concreta dessas identidades ficcionais que inventamos.
É tudo ego, é tudo apego, é tudo vaidade, é tudo narcisismo.
Acreditamos que, do lado de cá dessa camada de pele, existe o eu, minha identidade, minha reputação, coisas que podem ser protegidas e preservadas; e, do lado de lá dessa camada de pele, existe o universo, as outras pessoas, os passarinhos, os meteoros.
Mas é tudo ilusão. Uma ilusão insustentável. Uma ilusão que nos causa imensa dor sempre que se desfaz, desaba, despenca, desaparece.
Não existe eu aqui e o universo ali. Só existe o universo.

Alex C

domingo, 29 de março de 2015

Te Baguncei



Eu queria te bagunçar, sim. Mas a bagunça que eu buscava envolvia só cabelos desarrumados, roupas amassadas, lençóis pelo chão. Era essa bagunça que eu queria e não a que eu causei.
Desculpa pelo amor sem medidas que você me deu. Eu não tinha a quantia necessária para retribuir de forma justa, mas achei que conseguiria alcançar algo semelhante um dia. Por isso deixei acontecer. O que eu não percebi é que, quanto mais eu permitia, menos eu sentia. No fim, não era amor… É que você me fazia um bem danado pra eu abrir mão tão fácil.
Desculpa o meu egoísmo filho da puta. Acredite, eu me odeio por saber que te baguncei nesse tanto. Eu te vejo sem saber o que fazer agora, já que joguei todos os nossos planos fora. Eu os quis, sabe? De verdade. 
Aguentar o peso do seu coração nas minhas mãos não é fácil. Eu queria que você voltasse a sorrir como antes. E quero muito que você não tenha medo de amar assim de novo. Ame! Eu é que sou o problema – por mais clichê que isso possa parecer. Você ama bem. Ama de verdade e isso é tão raro hoje em dia. Eu sou prova disso… Você deu azar ao me escolher.
Se eu pudesse, voltaria no tempo. Passaria reto por você naquele local que a gente se conheceu. Não teria te passado o meu número nem teria aceito o seu convite para a semana seguinte. Não teria deixado você se apaixonar por mim. Não teria te machucado. 
Não teria sido eu.

domingo, 22 de março de 2015

Fantástico Mundo Dos Solteiros ( onde ninguém encontra ninguém )


Preste atenção num fato curioso: tem muita gente solteira, maior de idade, vacinada, que tem Facebook (e um monte de outras redes sociais) e que fala com dezenas de pessoas diariamente. Gente nova num tweet, amigo de algum amigo teu que conheceste no bar,um estranho que elogiou o livro que você lia no metrô, a guria nova que comentou na sua foto do Instagram: nada é restrito apenas ao mundo online. No fim do dia, eu e você vamos ao Facebook causar um pouquinho e perguntamos, bradamos, fazemos panelaço sentimental num grande protesto levantando uma bandeira com os dizeres “Por onde andam as pessoas interessantes?”
O problema é que a gente tá esperando cair do céu um ser humano formado por uma lista infindável de características que a gente pediu pro Papai Noel, sem se dar conta que nem Papai Noel nem o tal do ser humano perfeito existem. Tentamos o tempo todo encontrar pessoas perfeitas, feitas de filme, gente que a gente adoraria assistir sentado no cinema. E quando a gente dá de cara com alguém que trabalha, estuda ou faz os dois, que mora longe, que não gosta exatamente das mesmas coisas que a gente, que vota diferente, que tem cabelo de uma cor engraçada, coisa e tal, a gente grita PRÓXIMO!
Num mundo em que encontros são tão fáceis, a gente não para de se esbarrar. Esbarramos em alguém, damos uma breve olhadinha e se a pessoa não for exatamente aquilo que a gente quer, a gente volta pra multidão pra esbarrar de novo. Falta tolerância e foco. Tolerância pra entender que nem sempre um amor bom vai caber no nosso check-list, nem sempre vai se mostrar à primeira vista. Foco pra ficar um tempo no mesmo lugar e conhecer um pouco mais sobre quem a gente encontra; afinal de contas esse é o tal sentido do encontro, todo o resto é esbarrão. Se você não perde alguns encontros, horas, papos e tudo o mais, como é que pode ter tanta certeza que não era a tal pessoa?
Você vai me dizer que nem pede muito, que esse não é seu problema. Que as pessoas que aparecem é que não te dão borboletas no estômago, não te causam azia sentimental. Mas como é que você quer sentir isso se você nem dá oportunidade pra que ela te cause isso, se ao primeiro sinal de descontentamento você pula pra próxima? Se ao invés de focar nela, você fala com mais 5 pessoas ao mesmo tempo torcendo para que algo dê certo nessa roleta russa amorosa.
O problema do mundo dos solteiros são os próprios solteiros. As regras não mudaram, nós é que nos tornamos exigentes demais pra coisas que nem podemos oferecer. Nós é que ganhamos um monte de ferramentas de comunicação que nos apresentam diariamente mais e mais pessoas e não sabemos lidar com isso. Pessoas interessantes existem ao montes, mas quanto tempo demora para você realmente identificar isso em alguém? Eu não sei. Enquanto escrevia esse texto já estava bolando a minha próxima paixonite (sendo que a última nem tinha esfriado). Esbarrões, saca? Voltei pra multidão. E você provavelmente também fez isso
Texto: Daniel B.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Pessoas Interessantes.


Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo.Tinha decidido a banir a palavra “balada” da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho qualquer.Já tentei algo em cafés e praças, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com aquela cara de “tô no meu mundo, fique no seu rapaz”. Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo o mais idiota de todos?
Foi então que eu descobri. Ela está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo das cobertas lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito.
A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?

domingo, 15 de março de 2015

Se você quiser


Se você quiser eu paro o que eu tô fazendo agora e dou um pulo aí na tua casa. Mentira, você tá muito longe, nem se quisesse eu conseguiria chegar a tempo por aí. Mas eu te ligo ou abro o Skype aqui rapidinho pra te ver o mais rápido possível, quando der, assim que você se desocupar, só pra dizer que eu te quero bem pra caramba, de verdade.

Esses dias me bateu um medo gigante de nunca mais ter a chance de dizer como eu te quero bem, porque no dia a dia a gente esquece, a gente só lembra das ofensas, do estresse, do lado ruim que ofende e fere quem a gente ama, mas uma hora a gente lembra, uma hora da manhã ou duas da tarde, mas lembra. E hoje eu me lembrei de você com todas as vogais e consoantes que formam o teu nome, com todos os traços tortos e mal desenhados da tua personalidade, com tudo aquilo que eu nego aqui dentro e que me atrai. Porque nem eu nem Deus saberíamos explicar o que é que me acontece por causa de você, e me desculpa o erro, mas não consigo ser formal contigo.

Bateu uma coisa que eu não sei se é febre ou fome, mas é voraz, tá me devorando por dentro, deve ser amor e saudade, uma espécie de dor de estômago que não se preenche, sabe? Você costumava dizer que sabia, então pensei que pudesse me entender. Ontem eu contei pro meu diário que você foi o cara mais incrível que eu já conheci na minha vida. Fiquei pensando se era verdade ou se era só pra formar poesia, mas é sim. É tão incrível que por dentro de mim tudo sorri, tudo só ri e continua assim por dias e dias quando me embaraço em você. Mas faz tempo que eu ando triste, com uma dor no peito esquerdo e no direito – porque ela se espalha e passa pro corpo todo, ela não se contenta com um pedacinho só. Ela não para, ocupa todo o espaço possível em mim, tudo em mim dói quando não é você. Eu ando desorientada e fico pensando se essa distância toda, se essa falta de tempo e esse afastamento necessário, se ele é tão necessário assim mesmo.
Na última vez eu te disse que era melhor fugir de mim. Era melhor pra você porque eu me conheço. Eu acabo parecendo uma menina daquelas que sorriem pra tudo, que fazem tudo de bom grado, que não têm chefe que tire do eixo ou trânsito que abale a calma de um coração em paz, eu pareço uma dessas mulheres que se encontraram na vida sem GPS ou Google Maps. Eu ponho uma música do The Police ou dos Beatles e, cacete, como isso faz sentido. Recito a letra e percebo que poderia inserir você no meio de todas as histórias que eu desenho durante a melodia. Eu tenho um medo danado disso porque eu nunca me vi feliz assim, feliz a ponto de ser vulnerável. Pode até não parecer, mas eu sou medrosa, ainda mais com a possibilidade de sofrer. Eu sou sempre a pessoa que cai fora antes da chuva cair, entende? E dessa vez eu fiquei. E você fugiu.

Eu nunca disse isso pra ninguém, mas se você quiser, volta. Eu não tava brincando, eu posso não ser melhor pessoa do mundo pra um monte de gente, mas eu posso ser a melhor pra você. Eu deixo a tal menina confusa e aprendo a crescer. Porque eu já tô cansada de me referir a você como ele, reportando pros outros um discurso distante de alguém que tá, mas não tá aqui. Foge de mim ao contrário e volta, eu te busco no aeroporto, na rodoviária e, se você quiser, a gente ainda pode ser muito feliz.

Texto: Olivia Dias

sexta-feira, 13 de março de 2015

Coleciono Listas Telefônicas vazias .


São 3h da manhã e eu desligo o telefone. Mais uma conversa que não vai dar em nada, mais um nome pra tentar decorar antes da semana acabar. Olho um pouco a tela do Whatsapp e vasculho a agenda telefônica cheia de nomes.
Não me lembro de metade.
São todos nomes rasos, comuns, cotidianos que poderiam ser de amigos de infância ou de gente que eu conheci na fila de um show. Passo o olho por cada contato tentando resgatar mentalmente a história de cada um. Tu Tu Tu…
Linha muda. Não sei a história deles, muito menos as características básicas da fisionomia, da voz, dos costumes e gostos.
Hoje em dia colecionar pessoas é fácil. A gente enche a agenda delas. Pra cada contato, dois ou três dias de uma conversa animada – mas nunca exclusiva – é o bastante. Não fui cativado, nunca somos, estamos apáticos. Pulamos de galho em galho pra repetir o ciclo até que, algum dia como esse, às 3h da manhã com um pedaço de pizza da boca e um coração meio vazio, a gente percebe o que faz.
Somos uma geração de amores fugazes, nem um pouco furiosos, nem um pouco densos. Dividimos a atenção em possíveis amores, possíveis nomes a serem decorados com prazo de validade.
A gente se conhece e você me dá seu número. Ou a gente nem se conhece e você me dá seu número mesmo assim. Sorrimos um pro outro e tentamos descobrir afinidades, desafetos ou qualquer coisa que renda assunto. Um, dois, três dias. SE NÃO NOS VIRMOS, MORREMOS. Nos vemos. Sorrimos e um de nós acaba no quarto do outro. Beijo de bom dia e despedida. Um, dois, três dias. O silêncio falou mais alto. Morremos um pro outro. Tudo novo de novo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Carta pra me despedir de você.




Querida pessoa (que eu devia chamar por uma série de apelidos carinhosos),
Gostaria de iniciar essa carta fazendo referência a alguma piada interna que nós criamos no início do nosso relacionamento, quando tudo era bom e você ainda não sabia do meu medo quase patológico de insetos, mas não sei quem é você. Ainda não tive o prazer de conhecê-la, mas sei que terei o infortúnio de perdê-la. Sei, porém, que quando tudo estiver a ponto de acabar, não terei condições mentais de me despedir da forma que você merece. Somando isso com minha ansiedade crônica, achei de boa vontade adiantar minhas últimas palavras antes mesmo de te dizer as primeiras.Acho difícil que tenhamos nos conhecido em alguma festa ou balada – não vejo esse tipo de evento no meu futuro breve. Sendo assim, o amigo em comum que nos apresentou está prestes a ficar muito bravo com a gente. Preciso lembrar, assim que terminar isso, de escrever uma carta para ele – ou ela. 
So me desculpo por tudo aquilo que deixaremos de viver, não peço perdão por tudo o que tivemos. Mesmo sem ter vivido nada, sei que crescemos lado a lado.
Aconteceu, foi bom e acabou. Não, não vira pra mim e fala que deu errado. Se tivesse dado errado você não ia ter se encantado com tudo aquilo que eu já te disse, e eu não estaria sofrendo com nosso término sem sequer saber como e o seu sorriso. Acabou porque, oras, tudo acaba. Dito isso, não te desejo outros começos, mas outros finais: que eles sejam tão carinhosos e cheios de amor como esse.


terça-feira, 3 de março de 2015

Cansado !



"Quando encontrares um homem cansado demais para te dar um sorriso, dá-lhe o teu."

Estou cansado, é claro, 
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado. 
De que estou cansado, não sei: 
De nada me serviria sabê-lo, 
Pois o cansaço fica na mesma. 
Sei que estou cansado, 
Entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. 
Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.
Quem me dera nunca ter sido senão o menino que fui...
Meu sono bom porque tinha simplesmente sono e não ideias que esquecer!
Meu horizonte de quintal e praia!

Tô cansado de descansar.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Tempo Perdido

Assim como o dia de ontem não é igual ao dia de hoje, e nem o será o dia de amanhã, da mesma forma, o tempo perdido não voltará, os momentos não serão os mesmos. As situações podem até parecer iguais, mas jamais se repetirão com a mesma essência, com os mesmos detalhes que foram antes. À medida que os anos se passam percebemos que a felicidade é composta por instantes exclusivos, e se tivéssemos percebido isso antes, poderíamos ter vivido estes instantes com maior intensidade, ou aproveitado a cada instante. O tempo perdido não será aquele que gastamos nos erros, mas aquele que não conseguimos utilizar para corrigi-los. No demais, somos humanos, a nossa essência é errônea.


domingo, 1 de março de 2015

I'm different


Eu queria escrever um texto diferente. Mas não consigo. O sentimento é o mesmo. Vem estação, vai estação. Vêm garotas, vão garotas. E fica a mesma coisa de sempre. O amor. Às vezes, gostaria de ser um cara bem centrado e não ficasse tão na dúvida. Mas sou apenas no fundo, mas um cara. Com defeitos e não acredito tão mais na magia que esse sentimento que muitos odeiam trás. Eu escrevo os textos mais errados, tentando salvar uma vida e um amor. Mas não salvo. Eu engasgo nas frases e não vai. Alguem decidido não seria assim, ou seria? Sou mutidão em um só. O que sofre. O que ama. O que acredita no amanhã. Mas dentro de mim ainda existe o que odeia o Amor.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

COMPLICADA

Ela pode ser bonita, inteligente, boazuda…  Mas coloca tudo a perder com a frescura excessiva. Sim, porque homem reconhece uma mulher complicada até pelos mínimos detalhes, a quilômetros de distância.Não tem como disfarçar. Identificamos o jeito de andar, o modo de olhar com desdém quando algo não a agrada, a forma de pegar no copo se tiver uma sujeirinha, a cara de reprovação quando encontra uma formiguinha ou barata na cozinha do bar e, só para completar a desgraça, os constantes monólogos do tipo: eu não gosto disso, não gosto daquilo, não simpatizo com isso, isso não é para gente feito eu, não vou para esses lugares, não ando com gente assim, odeio fumaça, não gosto de lugares vazios, de lugares cheios, de escuro, de doce, de salgado, blá blá blá, pititi patatá patatí patatá patató patatú.
 O grande viés é quando a mulher complicada sabe que é complicada e faz questão de ser complicada. O mais engraçado é que, se a gente parar e pensar, vai notar que uma razoável parcela dessas mulheres vive reclamando que falta homem no mercado. Oh, santa paciência, iluminai essas coitadas.
Então, fica o conselho para as mulheres, vindo de quem não tem cacife para dar conselho, muito menos sobre mulheres: procure um ser do sexo masculino, que não seja complicado também, mas que lhe conheça, e pergunte na bucha: “eu sou complicada? Muito ou pouco? Tenho cura? Tenho salvação? Devo me suicidar?”.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Alguém.


Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja um idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Desabafo solitário.



Mais uma noite cai e eu estou aqui mais uma vez no meu quarto, ao lado de um rádio ouvindo músicas as quais me fazem viajar em um mundo completamente esquecido, porém meu. Esquecido ao ponto de não ter com quem dividir essas palavras que ao se juntarem formam verdades que nos fazem lembrar de coisas ou fatos que marcaram muito nossa vida, vida a qual muitas vezes mal vividas, talvez por falta de um alguém ou até mesmo pelo fato de não termos coragem de assumir um amor...
O sono bate, as palavras somem, os olhos pesam... mas de uma coisa ainda tenho plena consciência, de que no dia seguinte será da mesma maneira como foi o ontem...
Será que minha vida só se resume a isso?
Será que um dia, seja perto, seja lonje, poderei ou deixarão eu viver minha vida da maneira que me for mais suficiente para me sentir realmente feliz?
Trago comigo a seguinte frase: "Felicidade não existe, o que existe são bons momentos partilhados com pessoas especiais que nos fazem sentir bem e que não duram muito tempo!"
Infelizmente, felicidade não é para todos, pois nem todos vivem da maneira que gostaria de viver para poder se sentir feliz.
Tudo no mundo depende de uma segunda pessoa para tentarmos sermos felizes, apesar de que a felicidade tem que estar dentro de nós mesmos e não nas pessoas, pois as pessoas apenas nos completam!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ela não vai te esperar pra sempre

Ela não vai te esperar pra sempre. Mesmo gostando de você como ela gosta, mesmo te olhando como não costumam te olhar, não, ela não vai te esperar. Não importa se ela se derreteu por você,te escreveu no meio da madrugada e se declarou num áudio meio cantado, meio gritado. Se você deixá-la passar, se você não a perceber, eu garanto: tudo dela que um dia se derreteu, virará gelo novamente.Ela não quer alguém complicado, mas, por sorte, ela ainda te quer. Se ela escreve que está com saudades, e você também está, então responda de uma vez. Esqueça o “verdade, precisamos marcar qualquer dia”, ou aquela carinha sem graça que sorri. Diga: “Eu também estou. Nos vemos hoje?
Não é tão difícil fazê-la ficar, ela já gosta de você. Ela até convive muito bem com seus video-games e a sua tara por jogar futebol. Ela só não ficará quando perceber que não vale mais a pena. Mas, e aí, você vale a pena? Não diga pra mim, mostre pra ela.

C.Heitor

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Devaneio ( ex-sempre-namorada )


Hoje, sentado em meu quarto lembrei-me de uma ex namorada minha. Ou de todas. Pensativo, cultivei em mim todas as saudades que elas ainda me cedem e resolvi sorrir com isso. Como sempre faço quando lembro de como é gostar de alguém.Hoje talvez exista outro cara dividindo a cama contigo, contando as mesmas piadas que eu te contava e mordendo o lóbulo da sua orelha – ainda se morde lóbulos de orelha? Na verdade, eu sei que existe, mas só quis criar uma hipótese para parecer mais descolado. De qualquer forma, só espero que ele saiba o quão você gosta de miojo.E, claro, que ele saiba como você gosta de fazer sexo em lugares inusitados. Quer dizer, acho que essa parte ele nem precisa saber.Talvez, se hoje eu te conhecesse de novo, ficaria contigo mesmo se você fumasse dois maços de Derby. Por dia. Não porque eras linda e me chupava com aquele olhar de “te devoro”, mas porque depois de viver um pouco enalteci as qualidades que você tinha. Coisas da vida. Que, como sabes, não me arrependo. Eu tinha que viver, viajar e me despertar à vida. Você sabe que era o melhor pra mim e, esse respeito que você teve pelo meu momento é, com certeza, um dos meus maiores motivos de orgulho de ter sido teu namorado.E, acredite se quiser, ainda guardo todas as nossas fotos. Não por algum motivo especial, ou por devaneio louco, mas porque acho gostoso lembrar das nossas histórias e pontuá-las como fases necessárias em uma vida de momentos tão felizes. Espero que guardes também. Mas, se não o fizer, pelo menos não as jogue fora.
Então, hoje no auge do meu pouco afeto, te digo: nunca vou te esquecer. Até porque não tenho problema de memória. Você me mostrou tanta coisa.Queria ter curtido mais você, confesso, ter lhe dado mais atenção e me preocupado menos comigo.Mas talvez, esse texto seja um pouco do que eu tanto quis pra mim. Espero que estejas com orgulho de mim.
Ainda falo gesticulando com as mãos e claro, ainda pareço uma criança quando fico doente.
Eu que sempre fui poeta da minha própria vida, espero sempre guarda-te na estante dos meus melhores feitos. E, que ao final desse texto, você sorria. Sem medo de eu estar te vendo. Só sorria com simples objetivo de saber que os nossos momentos serão sempre nossos. A gente foi um sonho que passou, mas seremos sempre uma lembrança-sorriso dentro dos nossos, um dia juntos, corações.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Quem é ela?

Ela faz mudar meus pensamentos, me sentir mais confiante e na medida em que ela chega, começo a responder várias perguntas antes tão difíceis, entretanto junto com suas dez respostas sou presenteado com cinquenta perguntas. Ainda assim sei que ela é justa.

Antes eu jamais me recusaria a perder uma noite de sábado em casa, hoje ela me faz entender que isso não é o fim do mundo. Assistir um filme em casa já num sábado a noite vira uma realidade, uma felicidade. Ela me faz ver as belezas dos domingos pela manhã e aos poucos vem me tirando da boemia.

Ela me faz querer cuidar mais de meu corpo, do meu visual, afinal perante ela não posso estar parecendo qualquer um. Ela me leva para jantar fora, e com toda tranquilidade explica que aquele pequeno prato não irá matar minha fome de ogro, e ainda assim para não me aborrecer com o valor da conta. Seu requinte me ensina a harmonizar a comida com o vinho adequado.

Fico encantado com sua sabedoria: para ela a vida não é preto no branco, mocinhos e bandidos. Sua sabedoria me adverte que o mundo possui mais do que cinquenta tons de cinza e que todos nós somos hora mocinhos, hora bandidos.

Por fim, ela me abre os olhos e o coração: não tenho mais dúvidas que prefiro o amor de uma ao desejo de tantas outras mulheres. Obrigado por estar em minha vida, minha cara maturidade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ENTRE O REAL E O VIRTUAL




Enquanto uma porção de pessoas cabisbaixas – de olho em seus celulares – perambula por aí, entre a wi-fi e a 4G, eu e você podíamos nos conhecer. Off-line mesmo. Não importa se usamos tablets, smartphones, notebooks, desktops ou algum outro equipamento novo no mercado. Encontrar-se é o desafio. De uma forma inusitada e sem maiores porquês. Está escrito. Em algum blog, site, rede social ou nas estrelas. Não sei ao certo. Quem sabe? Quem se importa? Eu quero apenas me apresentar. Com um singelo aperto de mão e abraçar você. Não precisamos de Apps para isso. Não precisamos de antivírus. Talvez, preservativos. Somos mais do que arquivos anexados num e-mail. E bem mais do que #hashtags genéricas. Somos humanos. E, como tal, somos seres sociais.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sozinho !





Sou um homem livre – e preciso da minha liberdade. Preciso estar 
sozinho. Preciso meditar na minha vergonha e no desespero em retiro; 
preciso da luz do sol e das pedras do calçamento das ruas sem 
companheiros, sem conversação, frente a frente comigo, apenas com a 
música do meu coração como companhia. Que querem vocês de mim? Quando 
tenho algo a dizer, ponho-o em letra de forma. 
Quando tenho algo a dar, dou-o. Sua curiosidade indiscreta faz virar meu estômago! Seus cumprimentos humilham-me! Seu chá envenena-me! Nada devo a ninguém. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobreviver




Eu me vi em uma guerra, mesmo não querendo entrar em batalha. Não sabia o que fazer, então criei minhas próprias armas. A sobrevivência não tinha nada a ver com a sorte, e minha munição era invisível. Só me sentia protegido quando conseguia esconder algumas verdades, e descobri que meu colete não era a prova de fatos. Resolvi ficar atrás de uma barreira, me escondendo da vida e do tempo, pois eu sabia que ocultava provas que só eles poderiam revelar. Fui fuzilado e fiquei em pedaços, arrancaram meus segredos, e o pior de tudo, eles não avisaram que estavam chegando. Eu tinha uma estratégia, mas fui tão egoísta que não compartilhei com os meus aliados. E talvez essa fosse a única forma de ganhar a luta, dando tiros de sinceridade.

— Sean Wilhelm.