quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Morte do Cavalheirismo Pelo Feminismo


Vou ser sincero: odeio o feminismo. Mas não o feminismo real, o puro, e sim essa palhaçada que anda acontecendo que as mulheres chamam de feminismo. Como se já não bastasse, virou moda condenar o machismo. Homens machistas estão cada vez mais perdendo seu espaço, onde para encontrar uma mulher bacana, o cara tem que rever todos os seus conceitos e passar a tratá-la com menos, digamos, brutalidade? O que acontece é que as pessoas não sabem o que machismo, na verdade. O homem ser grosso com a mulher não é sinônimo de machismo, é sinônimo de babaquice e “feladaputismo”. O cara que não respeita a mulher, não é o cara machista, é o cara sem educação, pau no cu e que tem que morrer sentado no cacete do capeta. Machismo e feminismo são ideologias lindas, porém totalmente desvirtuada.

Eis que entra, então, a Teoria do Machão Mascarado. O cara se acha o foda, se mostra o foda, mas quando a mulher aponta o dedo na cara dele, ele abaixa a cabeça. É muito comum nos dias de hoje, até porque a mulher quer ser rica, bem sucedida, independente e gostosona. Querem ter homens rastejando aos seus pés, querem ter opções de escolhas. E acabam tendo. E aonde entra a figura do cavalheirismo? Voltemos algumas décadas…

Se tinha uma palavra pra definir o homem, seria cortês. O homem tinha toda uma preocupação em agradar a mulher, passavam meses sem pegar na mão, só aproximando, para conhecê-la. Pegava seu lenço quando caia no chão, abria a porta do carro, a protegia quando fosse atravessar a rua, puxava a cadeira quando ela fosse se sentar, recitava poesias, a elogiava de forma delicada frequentemente, sempre pagava a conta. Era uma forma singela e única de conquistar a mulher amada. A mulher era sensível. A mulher necessitava de proteção. A mulher era um ser totalmente delicado em que os homens tinham a obrigação de cortejá-las, para que elas se sentissem sempre seguras. Era lindo, não? Muitas mulheres buscam isto em um homem, um espírito romancista. Da mulher mais delicada a mais vagabunda. Até puta se você tratar com carinho, ela vai te dar de graça. Não na primeira vez, claro. Mas até puta se você respeitar, elogiar, tratar bem, ela vai se sentir querida e amada como pessoa. Mas, por que não respeitar? A única diferença dela para as outras mulheres é que ela cobra por sexo antes do namoro. Mas a questão é que o cavalheirismo foi morrendo, morrendo, morrendo… Por quê? Qual o motivo disso? O que aconteceu?

Sempre gosto de comparar os dias de hoje com algumas décadas atrás. A explicação disto é simples: tudo faz parte de um processo evolutivo. Antoine Lavoisier, o pai da química, disse: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (entendam a metáfora, pelo amor de Deus). E assim foi com o homem, com a mulher. Toda essa necessidade feminina de ser cuidada, amparada, zelada, foi se transformando em liberdade, independência. Os valores atribuídos das mulheres pela sociedade mudou demais. A mulher entrou no mercado armada até os dentes. Além de inteligentes, naturalmente, elas tem um par de peitos, uma bunda e uma perseguida. Vão longe, claro. A mulher precisa do homem para quê? A única coisa que salva no homem é o esperma, mais nada. E isso por enquanto. Quando começarem a liberar a clonagem como opção, nem pra isso o homem vai servir mais. Que necessidade de proteção a mulher tem hoje? TODA! Que necessidade de proteção a mulher transparece necessitar? NENHUMA! E assim o romantismo foi morrendo…

Mulheres se mostram tão auto-suficientes, tão iguais se não mais seguras que os homens, que acabou toda aquela necessidade de prestarmos cortejo para as mulheres. Hoje, as mulheres cortejam os homens.

- Tá doido, Renatto? Mulher cortejando homem?

Com esse tanto de vagabunda que tem no mercado, ficou mais fácil ou mais difícil encontrar um homem que vale a pena? Muito, mas muito mais difícil mesmo. Quando uma mulher esperta encontra um homem que foge à regra, ela vai querer segurá-lo.

Culpa do quê? Feminismo. Não reclamem da falta de homens românticos. O homem não precisa mais fazer isso. O homem não precisa mais ficar meses conhecendo a mulher, se vendo quase todos os dias, sem pegar na mão. O homem não precisa enviar flores, não precisa abrir a porta do carro, não precisa puxar a cadeira, não precisa recitar poesias… O homem não precisa cortejar a mulher moderna para poder comê-la. Basta malhar, ficar saradinho. Pode ser o cara mais sem conteúdo do mundo, que quando abre a boca só fala merda. Ela vai mandar o cara calar a boca e vai subir em cima dele. O homem não precisa se esforçar para ter uma mulher de 4 para ele. Perdeu a graça. A conquista está cada vez mais rara. O homem só precisa de um braço forte, um whisky na mesa e uma roupa da moda. Pronto. Ele vai comer mulher. Pode não se você que está lendo, porque nessas horas todo mundo é santo, mas acontece demaaaaaaaaaaaaaaaaais isso.

E como tudo faz parte de um processo evolutivo, não chegamos no pior disto. Há de piorar. Vai chegar um dia em que o homem carregará novamente um pedaço de pau e vai arrastar a sua fêmea pelos cabelos. E só assim, veremos que, na verdade, tudo não passou de um processo involutivo.

Renato

terça-feira, 24 de abril de 2012

VERDADES SOBRE MENTIRAS MASCULINAS

                      
Domingão, liderança do campeonato em disputa e a mulher quer visitar a mãe dela, do outro lado da cidade, pela terceira vez só nesta semana. O maridão começa a elaborar uma boa desculpa para não ter de acompanhá-la, envolvendo uma dor de estômago ou uma pilha de trabalho para entregar no dia seguinte (ou ambos). Algo tão épico que soa mais falso a cada detalhe adicionado. Enquanto ele se faz de mártir, nem percebe que seria muito mais fácil dizer que prefere ficar em casa.
Fato: homens mentem. Alguns, maquiavelicamente. Mas, a maioria, faz isso de forma ingênua. Costumamos soltar uma mentirinha ou outra antes mesmo de avaliar se existe necessidade de usá-la. Tudo porque fomos educados a driblar e não a passar a bola. Um consenso entre os machos é que a mulherada pega no pé sob qualquer circunstância. Então, para evitar situações de conflito, em vez de partir para o gol, a gente ginga, pedala, dá uma catimbada e cai para simular falta.
Malandro sempre acha que precisa se defender de alguma acusação. Mesmo inocente, a verdade pode parecer ameaçadora demais. Ele foi ao cinema sozinho, comprou ingresso com lugar marcado e nem imaginava que sua ex escolheu, por acaso, a poltrona ao lado. Coincidência engraçada para contar aos colegas de trabalho na hora do café. Mas o resumo da história, aos olhos da namorada, ainda seria ele vendo um filminho junto com uma mulher de seu passado. Em alguns casos, a mentira oferece menos risco.
Homem também se apóia em lorotas antes de admitir que está errado. Como o motorista que roda em círculos e não para para pedir informação. “Bem que o GPS disse lá atrás para você virar à esquerda”, a mulher esfrega na cara dele. “Ali era contramão, o GPS está desatualizado e prefiro um caminho alternativo que conheço”, ele resmunga, antes de dar a volta no quarteirão e, sorrateiramente, pegar a rua que ela havia apontado. Por que assumir o engano se pode justificar suas cabeçadas com uma pretensa sabedoria superior?
Há ainda a mentira para se dar bem. Aumentamos feitos, criamos outros, damos uma polida na realidade, tudo para sair bonito na foto diante da pretendente. Poderia chamá-los, simplesmente, de calhordas aqui e limpar minha barra. Mas, para falar a verdade, todo cara já usou esta artimanha alguma vez na vida (e aposto que nenhum perdeu o sono depois). Aquele que disser o contrário, pode ter certeza, está mentindo.
De vez em quando, a gente mente para proteger as mulheres delas mesmas. Porque vocês adoram fazer perguntas cujas respostas não querem ouvir. Imaginem um sujeito tão sincero que falasse: “sua bunda parece enorme neste vestido” (do jeito que ele gosta, aliás); “claro que eu pegaria suas amigas” (é uma pergunta hipotética, não é?); “já transamos, já papeamos… agora me deixa dormir” (sexo dá sono, cientificamente provado).
Nada disso é motivo de preocupação. Afinal, a maioria dessas pequenas encanações desaparece conforme cresce a cumplicidade do casal, que passa a ler a mente um do outro. O problema é quando brincam com os sonhos de alguém. Como o casado que jura seguidamente para a amante que vai se divorciar em breve (“só não posso agora”, diz). Mais do que ninguém ela deveria saber que, se ele já enrola a esposa, não tem motivo para ser honesto com ela. As mulheres costumam pegar fácil as mentiras dos homens, mas ficam um tanto cegas quando alguém mexe com a esperança delas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sexo juvenil


"Tem que ser agora. Tem que ser rápido. Tem que ser delicioso"

Quando éramos mais novos, com os hormônios descontrolados e por falta de opção ou grana, acabávamos satisfazendo nossos desejos em qualquer oportunidade que surgia. Masturbação por baixo da mesa, uma mamada gostosa numa sessão de cinema à tarde, uma trepada no carro, num estacionamento deserto, ou nem tão deserto assim. Tínhamos sempre a sensação de que a oportunidade não podia ser perdida, ainda que o tempo estivesse à nosso favor. Jovens não esperam, tentam sempre extrair o máximo de cada momento.

Mas aí a gente cresce, as condições adversas vão desaparecendo e acabamos aprendendo a esperar. Esperar que a casa fique vazia, que o salário chegue pra irmos ao motel e a urgência vai ficando pra trás, dando lugar a um desejo mais contido, aprisionado.

Mas por que perder aquela delícia do sexo juvenil, urgente, desesperado e até desastrado, como se não houvesse outro momento para ser aproveitado? Como se não importasse quem pode ver, ouvir os gemidos ou os móveis trepidando.

A experiência de vida nos faz mais prudentes. Aprendemos a esperar e, muitas vezes, perdemos essa naturalidade que dá lugar a um sexo mais pleno, mais planejado, que também é uma delícia. Mas realizar essas fantasias joviais nos tiram de qualquer engessamento que a maturidade pode nos trazer.

E nem sempre o sexo na juventude era só maravilhas. Saber dosar a entrega com a experiência é a chave para se aproveitar mais e mais das delícias disponíveis e que acabamos deixando passar.

Leitora A

sexta-feira, 30 de março de 2012

O seu namorado abusivo


Ele não te bate, ele não é esse tipo de abusivo.

E ele não é maldoso, nem controlador, não dessa forma. Não exatamente.

Mas ele toma cuidado para que você não perceba que tal filme vai passar hoje à noite, e ele sagazmente evita as aulas de dança que você quer fazer. E ele muda de calçada ao ver um de seus amigos, ou um outdoor com Johnny Depp.

Ele não é ciumento, ele apenas não quer que você… se distraia.

Ele não tem problema algum em admitir que outros homens também são bonitos (“Eu não sou nenhum Tom Cruise”), mas nunca os homens que você acha atraente.

Ele nunca é grosso ou desrespeitoso com seus amigos quando vocês saem juntos (ele vai sem estar muito a fim, vai só por você), mas depois ele te lembra de como você é melhor que eles, e quando eles fazem algo “tipo isso ou aquilo” é bobo/errado/abaixo de você. Ele nunca te proíbe de sair com eles, mas sempre tem um motivo para não ir, coincidentemente. “Ah… bem… eu tinha planejado uma noite especial só pra nós dois…”

E que doce que ele é: todo mês te compra um CD novo e uma rosa, embora hoje em dia você não ouve mais as músicas que você costumava gostar.

Ele está sempre com você, sempre em contato contigo. Mesmo quando ele não está ao lado você pode ouvi-lo na sua cabeça, como um pensamento. Você já até disse pra ele: “Às vezes, eu estou prestes a fazer algo que eu teria feito antes de te conhecer, aí eu ouço sua voz e penso ‘bem, o Carlos diria XYZ’, e percebo que eu não deveria fazer aquilo, e eu me sinto tão mais feliz em ter essa parte de você comigo”, e ele afirma com a cabeça compreensivamente. “Sim,” ele pensa consigo mesmo, “você está aprendendo a ser uma pessoa melhor.”

Ninguém mais que te conhece entende por que você está com ele.

Mas você não está infeliz. Quando você está com ele, sozinha, tudo é ótimo. E ele te ama, não há dúvidas com relação a isso. Talvez você pense que ele esteja preocupado que você não o ame? Mas você o ama. Como você pode expressar isso pra ele, para que ele acredite, para que ele não se sinta ameaçado por ninguém?

Guarde seu fôlego, não é com isso que ele está preocupado. Ele tem um diferente tipo de pavor porque ele é, afinal, muito inteligente. E perceptivo. Ele tem, no fundo, um pressentimento de que vocês não são realmente compatíveis, e ele pode até saber que ele não te faz bem – ele pode até suspeitar que está cortando as suas asinhas para que você não fuja.

Ele diz para si mesmo que está afastando más influências de você, te protegendo do “seu antigo eu”. Mas ele não acredita realmente nisso – ele é, afinal de contas, perceptivo. Ele secretamente sabe que essas coisas “ruins” são o melhor para você, elas são mais você. Ele sabe que você estaria mais feliz com elas. Mas aí não haveria espaço para ele.

O que ele sabe com certeza é que isto é o melhor que há. Outras coisas, coisas diferentes, podem te fazer temporariamente mais feliz – mais dinheiro, uma viagem, mais liberdade, um pau maior, risadas com amigos –, mas, no que diz respeito à sua vida, sua alma, isso é tudo que você precisa alcançar.

Ele te ajudará a perseguir qualquer objetivo, qualquer felicidade, contanto que não comprometa seu relacionamento com ele. Ele te dará o mundo e te permitirá tudo, contanto que nada te faça pensar se está sendo manipulada, contanto que nada te faça imaginar se outro tipo de vida é possível. Não uma vida melhor, apenas uma vida diferente. Ele tomaria um tiro por você instintivamente, mas se outro cara te disser, despretensiosamente, que também gosta de pop-art ou elogiar seu cabelo, então pelos próximos meses você será sutilmente persuadida de que pop-art é uma fraude e o quão mais bonita você ficaria de cabelo curto. Atacar o cara diretamente seria óbvio demais.

Mas por que tanto esforço para controlar o mundo? Por que não simplesmente deixar fluir e ver o que acontece? Ele tem tanto medo assim que as coisas piorem?

Não. Ele tem medo que as coisas piorem ou que elas melhorem. Ele tem medo de mudança – qualquer mudança – não somente porque o relacionamento pode mudar, mas porque aí ele teria que mudar também. “Mudar de quê? Para o quê? Como? Com que conhecimento? Com que controle? Se as coisas mudarem, não significa que outras possibilidades deixarão de existir?” São as possibilidades dele que ele tenta linchar com os seus (sim, os seus) sonhos esclerosados.

Tudo que importa é manter o relacionamento intacto. Mesmo se vocês dois ficarem miseráveis, antes miséria e estabilidade com ele do que a taquicardia de algo a mais, algo desconhecido, algo que ele não possa controlar nem de que ele possa se defender.

Você conhece esse cara? Você acha que conhece.

Eis o que você precisa saber: o namorado que eu estou descrevendo não é o Carlos, o playboyzinho que está sempre nas suas chamadas recentes. E não, isso não é direcionado a você, garanhão. Não estou dizendo que você está fazendo isso com sua mulher, embora você possa estar. A qualquer momento só existe uma pessoa na sala, não importa quantas pessoas estejam na sala, e essa pessoa – você – está arrastando pra lá e pra cá o homem com o qual viveu por anos. O namorado abusivo que eu estou descrevendo é seu subconsciente, e o Carlos não tem nenhuma culpa disso. O que o Carlos fez – por meio da intuição hipertrofiada de homens prejudicados – é entender como esse subconsciente funciona.

O subconsciente não liga para felicidade, nem tristeza, nem presentes, nem agressões. Ele tem um único objetivo: proteger o ego, proteger o status quo. “Não mude nunca, e você não morrerá.” O subconsciente te permitirá mudar de estado para fazer faculdade e escapar dos seus pais, mas as frases de efeito deles falarão ainda mais alto quando você chegar lá. Te fará pensar que você está dando uma guinada na sua vida, mudando para aquela cidade ou casando com aquele cara sensacional, mesmo quando todo mundo ao seu redor vê o que você não consegue: que Salvador é a mesma coisa que Fortaleza e que o atual é a mesma coisa que os anteriores. E as oportunidades perdidas – “talvez eu não devesse” e “isso não é meio perigoso?” e “ele provavelmente já tem namorada” e “eu não posso mudar de carreira aos 42 anos” e “será que eu mereço isso?” e todos aqueles projetos que você concluiu 75% em três meses e está há anos tentando completar os últimos 25% – são apenas a manutenção do status quo, a manutenção do ego.

Você acha que está com o João por acaso? Foi tudo premeditado.

E quando nada funcionar, o subconsciente vai te botar pra baixo com apatia. Ou com a novela das 8. Ou com um pote de sorvete. Ou com, ou com, ou com.

Os homens e as mulheres não estão mentindo para você, e nem você está mentindo para si mesma. Mas você está sendo manipulada.

terça-feira, 27 de março de 2012

Cão que morde apenas morde


“O amor reativo protesta demais; é exagerado, extravagante, exibido, afetado. Não consegue se adaptar às circunstâncias transitórias como fazem as emoções genuínas; ao contrário, precisa sempre ser mostrado como se alguma falha em exibi-lo fosse trazer à tona o sentimento contrário.” – Calvin S. Hall

Sou especialista em começar as coisas de um jeito intenso e depois abandonar subitamente, como se um carro a 200 km/h morresse do nada. Relacionamentos, trabalhos, esportes, amizades, quase tudo cai nessa tendência.

Conversando com o Gitti, fui lembrado de algo que eu sempre digo para meus pacientes: “Se você está mesmo apaixonado, por que é necessário ficar manifestando isso de forma tão frenética?”. Nessa hora me dei conta de que quanto mais eu me esforço para mostrar algo, mais aquilo tende a se revelar vazio. Coloco intensidade e empolgação justamente onde, se relaxar, receio não encontrar nada.

Será que eu sentia mesmo aquilo tudo que eu mostrava ou queria fermentar o sentimento para que eu próprio acreditasse nele?

Contrafobia e formação reativa

Resolvi, então, experimentar um estilo mais comedido e constante na busca por qualidade de vida. Eu adotava comportamentos “cair de cabeça” como uma atitude contrafóbica, para mascarar meu medo de me revelar naquilo que eu tentava ocultar. Cair de cabeça é uma forma de entorpecimento dos sentidos. É como estar com medo na cena do filme de terror e imaginar que ao tapar os olhos aquilo fica menos assustador.

A atitude contrafóbica é uma estratégia defensiva para contornar o medo (com olhos fechados) ao se submeter ao impulso oposto e aparentar estar no controle da situação. Como alguém que tem medo de altura e resolve escalar montanhas. Qualquer um já segurou o choro ou tentou parecer corajoso na hora de pular do trampolim da piscina…

Pessoas que vivem sozinhas e se orgulham disso podem estar tentando subverter o seu pânico de intimidade amorosa. Alguém que se esbalda num relacionamento atrás do outro pode estar fugindo de um confronto com suas próprias vulnerabilidades.

Na psicanálise chamamos de formação reativa o processo que leva uma pessoa a adotar um comportamento aparente totalmente oposto ao impulso inconsciente. Freud percebeu que nem sempre agíamos de maneira coerente com nossos impulsos originais e notou que certas pessoas manifestavam um esforço exagerado em suas vidas que não condiziam com o que seus sonhos ou falas (na análise) revelavam. Pode-se perceber isso em mães extremamente zelosas que guardam muito ressentimento do filho por ter lhe roubado a juventude: como reação à culpa por sentirem raiva, exageram no cuidado.

Quantas pessoas radicais você já não viu adotar atitudes extremamente opostas depois de um tempo? Assassinos que se tornam religiosos fanáticos, esquerdistas que se tornam aristocratas, bombados que viram obesos e apaixonados que, como eu, esfriam subitamente.

A pressão por ter de ser sempre o melhor e o mais intenso como se não houvesse amanhã acabava me fazendo asfixiar de tanta cobrança interna.

Frederico M

MULHER SOLTEIRA E DESESPERADA - O HOMEM AGRADECE


Toda mulher adora aquele papo feminista: sou moderninha, independente, dou pra quem eu quiser e foda-se você.

A mulher moderna acaba criando uma casca, um sistema de auto-defesa tão forte que acaba assustando todos que chegam perto dela.

É o chamado “foco”. A mulher se foca no que busca, corre atrás. E com isso vai negligenciando um dos principais setores em sua vida: relacionamento amoroso. A mulher é carente por natureza. Todas necessitam de carinho, atenção, afeto, principamente quando elas estão sangrando pelas pernas.

No começo é bacana, bancar a “female fatal”. Desperta o interesse dos homens. Mas a mulher fica ali, irredutível. Até que ela começa perceber que o grupinho de “Spice Girls” dela está se desfazendo. Uma amiga casou, outra ta noiva, a outra ta namorando e a outra juntou com uma lésbica. Só sobrou ela. E agora? O que fazer?

- Ah, vou pro cinema ver um filme sozinha. Mulheres modernas fazem isso!

Ok, vá ver seu filme. É entrar no cinema e ver 50 casais por m². E não adianta se afogar no balde de pipoca não. Murphy, conhecido por mim como o maior trollador da história de todos os tempos, disse um monte de palavrinhas bonitinhas que prefiro transcrever com um vocabulário menos rebuscado: você vai se fuder, sempre! Onde você buscar refúgio é onde vai estar o casa mais apaixonado, se beijando, abraçando, olhando pra você sozinha e rindo. O mundo vai se fechando, você começa a olhar desconfiada, você está começando a sentir algo batendo dentro do peito e… POOOOOW! A casca cai! O gelo derrete. O coração está de volta pulsando sangue. Você sente falta daquele cafuné, precisa receber carinhos urgentes. Aí entra a combinação perfeita de ingredientes para criar a vulnerabilidade máxima feminina: carência e desespero.

Nessa hora, parece que a mulher perde todo o seu charme, todo o seu mistério. É simples: quando ela olhava pro cima, todos os homens se interessavam, agora que ela está com a fisionomia mais aberta, distribuindo sorrisinhos, o encanto acabou. Todos os homens que queriam sair com ela, estão compromissados. Ela começa a ficar desesperada, sai, conhece pessoas novas. E nesse papo de conhecer pessoas novas, com todo este desespero que ela se encontra, vem a famosa Teoria do Dedo Podre: ela sempre vai pegar o pior possível. Mulheres, acreditem: sabemos quando vocês estão desesperadas. E sabendo disso, vocês vão atrair somente urubu. Pois é assim que vemos mulheres desesperadas, como uma carniça.

A fase geralmente é boa, na cabeça da mulher! Ela pega um pega dois, pega três. E fica pensando:

- Poxa, não encontro um cara bacana!

Lógico que não! Você só vai atrair urubu. Presa fácil! Você é um cordeirinho na selva. É onde o cara feio se dá bem com as gatas. É onde o homem aplica toda a sua Arte de Enganar a Mulher. Até que a mulher se cansa disso e começa com o velho discurso:

- OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS, NÃO VALEM NADA!

Não culpe os bons homens pela sua incompetência. Você escolhe os maus achando que são os homens ideais para vocês. Os bons, vocês botam pra correr, sabem como? Fica com o cara por uma semana e já diz que ama, já fala em namoro, já chama de meu amor! Eu vou repetir de novo e entendam isso, mulheres: HOMEM NÃO DÁ VALOR EM MULHER FÁCIL!

- Ah, mas você não me conhece, Renatto. Eu sou hot, querido!

Pode ser gata o tanto que for, não cola. A ideia é simples: você está andando na rua e acha R$50 no chão. O que você faz com eles? Balada!? Uma blusinha!? A questão é que você torra o dinheiro rapidão, pois você achou ele. Você não trabalhou por ele. Mulheres que não batalhamos por elas, a gente torra também. Simples assim!

Dica do Machinho de Respeito: Pare de bancar a moderninha e achar que é a fodona. Se aparecer oportunidade, esteja aberta a isso. Cada pisada que você dá em um homem que vale a pena, independente se você quer ficar sozinha ou não, você poderá estar pisando no cara que vai transformar a sua vida.

segunda-feira, 26 de março de 2012

EU QUERO VER VOCÊ RINDO DE MIM!


VOCÊ, seu merda!
Você, que ri e faz graça pros amigos enquanto eu corro na rua!
Você, que não faz agachamento porque diz que é muito gay!
Você, que prefere encher o cu de cachaça à tirar a bunda da cadeira!
Você, que precisa de cotas pra entrar em uma universidade!
Você, que arruma desculpas pra ser gordo!
Você, que não respeita quem treina sério!
Você, que tem como único esporte falar mal dos outros!


EU QUERO VER TODOS VOCÊS RINDO DE MIM!


Podem rir, podem me achar um otário. Podem fazer gracinhas na rua enquanto eu treino. Podem tentar chamar atenção às minhas custas.
Podem me olhar correndo e, quando eu passar, lançar piadinhas do tipo:

"Porque esse idiota está correndo em pleno domingo à noite?"
"O que ele vai ganhar com isso?"
"Nossa, que babaca"
"Qual a moral de sair pra correr, esse cara é louco?"
"Porquê esse maluco continua correndo com essa cara de dor?"
"Sábado à noite e esse cara correndo na rua? Prefiro ir pra balada e pegar umas minas"


EU QUERO VER VOCÊS TODOS RINDO DE MIM!

Eu quero ver você se dizendo amigo e me apunhalando pelas costas!
Eu quero que você ria das minhas prioridades!
Eu quero que você me evite por eu ter princípios e cultuar a HONRA!
Eu quero ser chamado de louco!
Eu quero ser diferente de todo o resto, e não me importar se isso for algo negativo!

VAI EM FRENTE, FILHO DA PUTA! RI DE MIM!

Tudo o que eu faço agora, todas essas prioridades que eu tenho, podem parecer inúteis e totalmente idiotas pra você. Foda-se se eu não sou igual à essa geração de babacas, EU NÃO LIGO!

Mas algum dia, quando VOCÊ me olhar de novo, vai notar algo diferente. Todas aquelas "coisas inúteis" que eu fazia me transformarão em algo maior. Tudo aquilo que você ria e repudiava em mim, vai virar o teu carma!


VOCÊ vai se olhar no espelho, e vai ver um gordo, um babaca, um cara sem um pingo de moral ou amor próprio. Você vai sentir a sua alma queimar de inveja. Mas não pense que você vai se sentir mal e vai começar a mudar, NÃO! Vais continuar a alimentar esse monstro que tens dentro de ti, até se auto-destruir.

A parte boa disso, é que EU não vou precisar mexer um dedo para que isso aconteça. Porque enquanto você ria e tentava impressionar o teu grupinho de babacas, eu nem olhei para os lados, só continuei a minha corrida, a minha jornada de crescimento pessoal. Dia após dia eu fiz isso, ignorando babacas e seguindo em frente! E agora, olha só pra você, cavou a própria cova e não faz ideia de como sair dela!

Hoje, eu construí algo sólido, tenho meus princípios e nenhum idiota vai desviar a minha corrida novamente.

E você, também prefere rir dos outros?

BE BRUTE