quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pelo Direito de Ser Feliz Sozinho

“Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” E assim diz o mestre Tom Jobim numa das músicas mais conhecidas e cantadas da Bossa Nova brasileira. Eu até concordaria com o pensamento se não houvesse uma única palavra nele que me chamasse atenção para um detalhe maior. Por que é impossível ser feliz sozinho?
Hoje em dia se fala muito sobre relacionamentos e sobre as variações deles. Amor, sexo, paixões de uma noite só e livros de cabeceira contando histórias e mais histórias sobre isso tudo. Parece que a gente vive preso a um ciclo que se resume a nascer, estudar, trabalhar para poder ter recursos a fim de conseguir um casamento e constituir família. E assim roda o ciclo de uma visão mais tradicional (e um tanto antiquada) sobre a necessidade de relacionamentos estáveis na vida de alguém. A pressão da sociedade e o julgamento vêm na forma das perguntas dos familiares sobre as namoradinhas ou das amigas sobre o casamento depois de certa idade. A falta do status de algum tipo de relacionamento estável (principalmente o status de “casado”) se confunde com a falta de pleno sucesso na vida pessoal de alguém. Olhares de reprovação chegam de todas as direções e se escondem nos comentários velados de “coitada, ela é tão inteligente, mas não casou até hoje” e “ele é um partidão, mas deve ter algum problema porque ninguém o quer”. 
Mesmo no contexto em que estamos de uma nossa revolução sexual, a visão arcaica da necessidade de uma vida a dois para se obter sucesso ainda se apresenta muito forte. Mas a tendência é que, no futuro, mais pessoas se tornarão solteiras bem sucedidas. A dedicação e o objetivo da vida de muitas dessas pessoas vai ser a carreira, o lazer, a cultura e todas as coisas que puderem aproveitar. É lógico que isso não exclui a possibilidade de relacionamentos, mas esse não vai ser mais o tal do “objetivo de vida” de alguém. Muita gente convive melhor com a solidão do que com outra pessoa. Solidão não é um problema, não é uma falta, muito menos uma causa patológica. Essa solidão que falo aqui é opcional e ressalta outras prioridades que surgem para milhares de pessoas que estão felizes e gostam de levar a vida desse jeito.
Então, eu deixo aqui um manifesto. Que ela possa ficar para titia e fazer dos sobrinhos os filhos que ela optou por não ter. Que ele possa ser um solteiro convicto que se dedica ao trabalho e se sente realizado assim. Que as namoradinhas das festas de família não precisem mais existir e que companhia seja opcional pra qualquer um. Que ela possa ir à festa do trabalho sozinho e se divertir com outras pessoas como ela. Que os presidentes não precisem de primeira-dama e que seja comum ser admirado por estar bem consigo mesmo. Que cessem as más impressões de que alguém é depressivo ou incompleto por estar sozinho. E que, mais do que nunca, a felicidade possa ser a única companhia necessária a alguém que optou por ela exclusivamente.

Daniel Oliveira

terça-feira, 26 de março de 2013

A Real !



Vou escrever agora sem o menor pudor e sem nenhuma preocupação com as feministas.

Nossa cultura ocidental moderna nos meteu na cabeça a crença de que o amor da mulher vem por mera retribuição ao nosso amor e desejo. Deste modo, bastaria que as amássemos sinceramente para que fôssemos correspondidos. Este erro causa muito dano, um exemplo é o rapaz da foto, que segue a cartilha do tipico homem bonzinho, carinhoso, prestativo, romantico a MESES e nada de ganhar um beijinho.

Na verdade, a mulher, a não ser excepcionalmente, não ama nenhum homem em si e por si mesmo mas sim as características atraentes que ele possui. Quando o homem apresenta certos atributos que correspondem às loucuras femininas, a mulher diz que o adora. Na verdade, está fascinada pelos atributos que encontrou. Não somos amados pelo que somos, mas pelo que elas desejam e imaginam que somos:

“As mulheres são psiquê vendo o seu amado mais como eros, no seu papel de deus do amor, do que como o homem que ela conhece e poderia amar pelo que ele é.” (JOHNSON, 1987)

Se surgirem na frente delas cem homens com os mesmos atributos (ou mais alguns ainda melhores aos seus olhos) serão todos amados alucinadamente e ao mesmo tempo. A traição não é exclusividade e nem maior propensão masculina, como todo mundo acredita. Isso é puro preconceito contra nós. Este preconceito dita que somos todos sem vergonhas enquanto elas são todas santinhas.

Todas as fêmeas são altamente seletivas mas isto não significa que sejam naturalmente fiéis ou monogâmicas. Querem oferecer seu sexo apenas àqueles que parecem melhor aos seus olhos. São altamente criteriosas na escolha e ficam com o melhor que conseguem. Não são como nós, que parecemos porcos e comemos qualquer lixo.

Para entender esta dinâmica temos que compreender quais são os critérios seletivos femininos. Prepare-se porque vou dissecá-los sem piedade.


Quando a mulher é jovem e, ao mesmo tempo, estúpida, seu principal critério seletivo é o destaque dado pela imprestabilidade, pela delinqüência, pelas marcas de roupas e de carro dos rapazes. O arquétipo do super-homem ainda não está amadurecido em sua imaginação e seu pobre cérebro a faz acreditar que os piores serão os melhores. Nesta fase, os bons e sinceros, que as amam de verdade, são rejeitados e ridicularizados. Quando acontece o milagre de serem aceitos, o são para apenas a função de escravos emocionais e mais nada, e porque realmente não houve nenhum playboy acessível por perto. Depois, futuramente, ela se dana, fica grávida, perde a beleza, a juventude e os atrativos e, é lógico, o cara que havia sido escolhido a troca por outra novinha em folha, abandonando-a sem amparo. Então a mulher cairá na real mas, nesta altura dos acontecimentos, já estará mais “feia” e, portanto, menos exigente, aceitando os sinceros. Em outras palavras: os emocionalmente honestos comem o resto rejeitado pelos playboys e cafajestes.

A propósito da altura: as mulheres nunca se fascinam por homens que lhes sejam inferiores. Isso se percebe, por exemplo, pelo seu gosto por homens que sejam mais altos ou, pelo menos, que tenham a mesma altura que elas. Homens que se casam com mulheres bem mais altas devem reunir uma grande soma de outros atributos para serem superiores aos grandões e evitar os chifres. Entre dois pretendentes absolutamente iguais em tudo, menos em altura, o preferido será o mais alto.

Entretanto, não acredite que somente a altura basta. A fêmea é louca para dar seu sexo para homens superiores em qualquer sentido mas, se o cara for superior apenas na altura, também tomará chifre. A maioria das mulheres comprometidas que um colega meu conquistou pertenciam a homens grandes e ele era baixo. Acontece que muitas vezes elas se envolvem exclusivamente com os caras altos quando ainda são muito novas e, ao mesmo tempo, tolas mas depois descobrem que eles são seres humanos normais e podem ser algumas vezes tão infantilizados, estúpidos, grosseiros e desinteressantes quanto os baixos. Como querem loucamente dar o sexo para um super-homem, metem chifre no gorila se aparecer um chimpanzé mais inteligente que saiba seduzí-las.

O que toda mulher quer, inconscientemente, é ficar alucinada, endoidecer, perder completamente a razão. Mas ela só faz isso com quem considera especial. Então, se você quer alguma, o que tem que fazer é destacar-se aos seus olhos de um modo positivo, preferencialmente, ou negativo, se não dispor de outro recurso. Mas é preciso habilidade para fazer isso. Não vá sair ostentando porque elas simplesmente zombarão e você ficará com cara de idiota.

Para começar, o homem deve ter atrativos de verdade e não simplesmente fingir que os tem. Se você pensa que somente fingindo vai conseguir comer todas, pode jogar seu cérebro no vaso sanitário e dar descarga porque está redondamente enganado. A mulher irá te observar e vai perceber seu fingimento e suas fraquezas através de suas atitudes. Em seguida vai fingir que está sendo enganada e depois te ferrará de alguma maneira. Você ficará chorando e nem adianta me escrever porque vou te mandar ir para o quinto dos infernos.

O fato das mulheres geralmente não aborarem os problemas da vida amorosa pela via racional e intelectual não significa de modo algum que sejam pouco inteligentes mas, ao contrário, indica que são muito mais inteligentes do que nós, pois no perigoso campo do amor não é o intelecto que conta mas sim a capacidade de não se deixar destruir emocionalmente e também, infelizmente, a capacidade de atingir o outro nos sentimentos. O intelecto deve ser passivo:

“O intelecto é um belo servo, mas um mestre terrível. É o instrumento de poder da nossa separatividade.” (DASS, 1997, p. 201)

O intelecto serve somente para analisar, classificar, identificar causas e conseqüências, sistematizar, argumentar, teorizar para, finalmente e depois de tudo isso, concluir e compreender. Entretanto, tudo isso é secundário na guerra da paixão porque o instinto é muito mais veloz. 

O homem que concebe a inteligência apenas em termos intelectuais, subestima o poder da intuição e da inteligência emocional, a qual nem sempre será utilizada para o bem e poderá até destruí-lo emocionalmente. A capacidade de intuir está relacionada à sensibilidade (KANT, 1992), a qual é altamente desenvolvida nas mulheres, o que não significa que esta faculdade cognitiva seja intrinsecamente altruísta.

Esta maior inteligência emocional e intuitiva nas mulheres faz com que elas quase sempre vençam a guerra do amor. A habilidade e a frequência com vencem é tão grande que elas costumam dar esta vitória como certa. Os homens costumam subestimar a inteligência feminina pela visível ausência de teor analítico, conceitual, argumentativo etc. em seus comportamentos e é por isso que se ferram. O erro pode algumas vezes até ser fatal.

As mulheres não são estúpidas como os homens pensam, induzidos pela aparência. São altamente inteligentes. Apenas simulam ingenuidade para parecerem tolas pois assim os enganam e podem alegar desconhecimento e falta de entendimento a respeito do que fazem. Sua inteligência se processa de um modo que quase não percebemos existir e que elas propositalmente nos escondem. São tão inteligentes que chegam a ser emocionalmente perigosas e por isso escrevo este artigo para que possamos nos defender destas bruxas espertinhas, maravilhosas, terríveis e gostosas, garantindo-as somente para nós. A inteligência feminina é predominantemente emocional e não intelectual. São tão espertas que convencem qualquer um quando fingem ingenuidade, inocência e desconhecimento. A ilogicidade feminina é sinal de esperteza e não de falta de inteligência.

O macho interessante aos olhos femininos é aquele que se destaca positivamente da forma mais ampla possível. Elas querem fazer amor com uma mescla do herói mítico sobre-humano e do vilão dos romances cor-de rosa e das novelas água-com-açúcar. Este é o homem ideal. Observe-o e estude-o porque aí está a chave. Este é o "macaco principal do bando". Não se iluda achando que a bondade será reconhecida.

No paleolítico, o homem ideal era fisicamente mais forte e aguerrido porque dava a sensação de proteção. Hoje este atributo foi transferido para outras esferas mas em essência continua sendo o mesmo pois a mulher quer um homem que lhe dê a sensação de segurança em vários sentidos. Se você duvida, basta observar os homens destacados: artistas, empresários, mafiosos e outros. São donos de verdadeiros haréns.:

“A observação objetiva e sem preconceitos da realidade nos mostra que existem apenas algumas categorias de homens que possuem mulheres belíssimas: os líderes carismáticos, os milionários, os astros famosos, os grandes atores, os grandes diretores e os Gângsteres.

A beleza, a grande beleza, é inexoravelmente atraída pelo poder, e o poder tende, inexoravelmente, a monopolizá-la. É esse liame profundo, ancestral, mas sempre vivo e renovado, que torna os homens comuns prudentes.” (ALBERONI, 1986/sem data, p. 32)

Se você é tímido, medroso, sentimental, sensível, carente ou retraído e quer ser assim para sempre, recusando-se teimosamente a se modificar, desista porque as mulheres não são para você. Renuncie à sua masculinidade e as esqueça pois fragilidade é um atributo feminino e não masculino. É claro que nós, os machos, temos limites e fraquezas mas elas não os querem ver. Elas querem conhecer apenas nossos pontos fortes, nossos atrativos. São intolerantes com nossas fraquezas e fragilidades, embora digam o contrário.

Um primeiro atributo que enlouquece as fêmeas é a habilidade masculina em fazer dinheiro. Isso acontece porque elas possuem um instinto ancestral para a prostituição inconsciente desde o paleolítico e querem dar o sexo para quem tem maiores recursos materiais, assim como as fêmeas de outros mamíferos. A prostituição é a profissão feminina mais antiga que existe e não devemos ter preconceitos contra as prostitutas. É claro que nenhuma espertinha irá assumir isso e até irá simular indignação mas a observação o revelará com exatidão matemática. Observe que os machos mais ricos ficam com aquelas que os outros gostariam de ter. Verifique tal fato e depois conclua por si mesmo se estou mentindo ou não a respeito.
Mas não se iluda: se você tiver apenas dinheiro e mais nada, também levará chifre porque ela não estará preenchida. Caso você queira apenas se divertir sem compromisso não haverá nenhum problema, mas não invente de se casar porque estará sendo usado apenas para ser provedor material e outros caras a levarão ao motel.

Um segundo atributo atraente é a indiferença. Se você fica dando em cima delas feito um desesperado, o único que irá conseguir é fazê-las acreditar que é incompetente e inábil na conquista, um mero assediador. O homem fascinante não ataca, não dá em cima e nem mexe com ninguém. Simplesmente existe com seus atrativos e as observa como se não as observasse, mantendo-se indiferente enquanto elas enlouquecem. Busca e estreita o contato sem ter nenhuma pretensão.

Se você já está se relacionando regularmente com alguma mulher deliciosa, uma boa forma de conseguir a indiferença é trabalhar na morte dos egos envolvidos na paixão. Quando sua companheira começar com joguinhos, testes e sessões de torturas mentais, não ocupe sua mente com essas inutilidades e verá que logo ela ficará atrás de você feito louca.

Esses caras que ficam mexendo com mulheres nas ruas, assediando-as em todo lugar, perseguindo-as ou passando-lhes a mão sem que elas autorizem não passam de umas bestas incompetentes. É por causa deles que é tão difícil conquistar as mais gostosas, que acham que os homens são todos parecidos.

Um terceiro atributo é ser sociável. Veja bem: você deve ser indiferente mas amigável. Se você ficar retraído, chocando ovo em sua casa e esperando que alguma criatura linda caia do céu com a vagina aberta sobre sua cabeça, envelhecerá minguado. Deve conhecer muitas mulheres, ser amigo de verdade e ir aos poucos se tornando mais e mais íntimo. Para deixá-la louca para te dar o sexo, é preciso ir conversando com ela sobre ela mesma, compreendendo-a mais e mais. Logo ela estará contando-lhe suas intimidades. Não a atraiçoe.

As mulheres, assim como os homens, possuem uma gigantesca necessidade de serem compreendidas sem compreender o outro. Mas não pense que isso significa que devemos fazer tudo o que elas querem. Quando o homem compreende realmente a psique feminina, conhece todas as suas manhas e testes. Sabe que, se for submisso, será considerado um coitado e que precisa ser melhor do que ela em todos os campos para ser atraente.

Um quarto atributo é a inteligência. Um cara burro é um zero à esquerda. Mas não vá ficar ostentando erudição porque também se tornará irritante. Saiba medir o que fala, seja profundo no diálogo e tenha a vida dela no centro das conversas, como se você a conhecesse melhor do que ela própria. Procure estudar, ter ao menos um grau de instrução razoável, para que o inconsciente feminino te considere superior aos outros hominídeos.

Um quinto atributo é o destaque. Qualquer macho destacado ante um grupo é desejado pelas fêmeas do bando. Os conferencistas, por exemplo, quando são bons e impressionantes, quase sempre traçam algumas “vadias” da platéia. Os moleques mais bagunceiros são os gostosões da escola porque desafiam a autoridade e atendem ao anelo coletivo dos adolescentes tontos, destacando-se desta maneira. O mesmo acontece com grandes homens que são líderes geniais, para o bem ou para o mal, e se destacam, como Che Guevara, mafiosos, donos de empresas ou líderes de quadrilha, artistas famosos etc. os quais são também destacados dos demais. Mas você não precisa chegar a tanto...basta ser melhor do que os seus rivais nos aspectos corretos.

Um sexto atributo é a fala. Procure entonar sua voz e utilizar as palavras de uma forma bem masculina e superior mas não grosseira. Evite falar palavrões ou falar como se fosse caipira ou analfabeto. Se o seu grau de instrução for baixo, tome vergonha, treine e comece a ler para enriquecer seu vocabulário (sem usar palavras que soem esquisitas). Evite também uma fala desmasculinizada. Se você convive muito com mulheres, tome cuidado para não introjetar inconscientemente entonações e expressões femininas na fala.

Um sétimo atributo é a decisão. Mulheres gostam de homens decididos, que tomam atitudes. Sabe aqueles caras que tomam a atitude certa na hora H, quando ninguém sabe o que fazer? Então... Não seja titubeante. Faça sempre a coisa certa. Por exemplo, demonstre firmeza para conseguir trabalho, para atingir realizações pessoais e materiais. Não fique vacilando ou ela o tomará por um trouxa.

Quanto mais “bonita” é a mulher, mais difícil de lidar e fresca é. Quanto mais “feia”, mais fácil. Infelizmente, o valor social da mulher é dado pela sua beleza física e as mulheres mais lindas costumam ser as mais complicadas para se relacionar. As mulheres lindas dificilmente são para casamento. Em geral, parece-me, são meros pedaços de carne e servem somente para o sexo porque podem cometer adultério facilmente quando machos melhores do que você se aproximam. A mulher “feia” é mais adequada ao casamento porque, como não tem opção, reluta mais em trair, apesar de também terem a ancestral tendência natural à prostituição inconsciente. Eliane Calligaris descreve esta tendência do inconsciente de forma interessante:

“Muitas mulheres encontram barreiras em dividir suas fantasias sexuais com o homem que amam. Às vezes, elas imaginam: ‘O que ele vai pensar de mim? Será que vai continuar me amando como esposa e mãe de seus filhos?’ (Calligaris, 2006, s/p)

“A fantasia da prostituição permite que a mulher desenvolva sua sexualidade sem as amarras do pai e se entregue à relação com um homem ou mesmo com uma mulher” (Calligaris, 2006, s/p)

“Se ela estabelecer, para outro homem, o mesmo valor de desejo que atribuiu ao pai, terá de ser só uma dama – e não se entregar sexualmente a ele [o que explica a queixa dos maridos de que as esposas se mantém distantes], pois a última coisa que quer perder é o amor [recebido unilateralmente, entretanto]. Mas a mulher pode também entender o contrário. Quando deve superar o desejo pelo pai, sente-se traída e pensa o seguinte: quero todos os homens no lugar de um. Então, ela escolhe outra opção, a da prostituta. Não a prostituição real, mas a entrega para homens desconhecidos[e, portanto, é aquele que não se deixa conhecer, o misterioso, o que desperta a atração sexual, e não o sincero que se mostra e se deixa conhecer].” (Calligaris, 2006, s/p)

“A relação amorosa entre um homem e uma mulher pode ser perniciosa porque produz uma intimidade entre duas pessoas que jamais deveria acontecer. O desejo fica com vergonha de existir. A prostituta é aquela que não pergunta de onde o homem vem. Para ela, ele é um desconhecido. Os homens gostam de estar nesta posição.” (Calligaris, 2006, s/p)

Na prostituição exteriorizam-se fantasias inconscientes vinculadas à entrega sexual total (Calligaris, 2005). Não devemos nutrir sentimentos negativos contra as prostitutas; elas simplesmente cumprem uma função social importante e, no que se refere à sinceridade dos sentimentos amorosos e à fidelidade, mostram-se tal como são desde o início, não enganando a ninguém. Nenhum homem poderia protestar contra uma prostituta, acusando-a de trair seus sentimentos por ter mantido relações sexuais com outros homens, isso seria simplesmente ridículo. Neste sentido, elas são muito honestas, ao contrário das espertinhas que querem parecer ingênuas, puras, santas e fiéis.

Se você pensa que alguma mulher irá amá-lo por piedade, simplesmente por querer retribuir-lhe seu amor e seu desejo, está perdido. As “vadias” não amam depois que você entrega o coração, apenas fingem amá-lo antes da entrega.

Tais mulheres são invejosas e malvadas. Os caras que acham que vão conquistá-las sendo bonzinhos só se danam. Elas os torturam e os levam à loucura. Conheço alguns que até se mataram por isso. E você pensa que elas ficaram com dó?

Invejosas por natureza, essas mulheres lançam-se sobre um homem quando o vêem acompanhado por uma namorada linda para tomá-lo. Segundo Cláudia Pacheco (1987), o que as motiva a isso é a inveja. Você pode tirar proveito desse fato arrumando uma namorada linda ou pagando a alguma acompanhante bonita para que ande com você em algum lugar onde estiver alguma que você queira conquistar. Deste modo, o inconsciente da sua "presa" acreditará que, se você possui uma fêmea maravilhosa e superior, você somente pode mesmo é ser muito bom. Então a terá conquistado.

Malvadas como são, as “vadias” submetem o homem incansavelmente a testes e sessões de torturas mentais dissimuladas para conhecer suas reações. Marcam encontros e não comparecem, provocam ciúmes com atitudes de gentileza para outros machos sem admití-lo, prometem maravilhas no campo sexual e não cumprem etc. tudo com a finalidade de ver as reações do homem. O mais interessante é o joguinho de aproximar e afastar que fazem para deixar o homem confuso, inseguro e louco. Por tudo isso, é extremamente importante não se apaixonar mas, às vezes, fingir com perfeição que se está apaixonado, pelo menos até firmar bem o vínculo. O apaixonado é visto como um moribundo digno de piedade e as mulheres não sentem atração por coitados.

Se você não for apaixonado, passará por todos esses testes e a mulher se entregará, vencida. Mas para isso é importante que você tenha eliminado pelo menos uma boa parte dos agregados psíquicos envolvidos na paixão para poder aguentar, senão irá arriar. Quando ocorrerem os joguinhos, acompanhe-os sem perturbação. Quando ela se aproximar, receba-a e quando se afastar fingindo desprezá-lo, ignore-a até que ela volte.

O homem que se torna emocionalmente dependente causa repulsa. É visto como um fraco, como alguém que merece apenas migalhas de amor e para quem ela apenas fará pequenas "concessões" eróticas e afetivas de vez em quando, mas jamais se entregará totalmente porque aos seus olhos a entrega é destinada somente aos que são inacessíveis.

Quando um macho é considerado inacessível ou semi-inacessível por sua superioridade, desperta as paixões mais loucas. A fêmea tentará por todos os meios possíveis derrubá-lo, trazê-lo abaixo e dobrá-lo. Simulará fragilidade, tristeza, vulnerabilidade para tentar estimular o instinto masculino protetor. Se isso falhar, começará a provocá-lo com decotes e saias curtas, observando suas reações. Tentará irritá-lo, envergonhá-lo, enfurecê-lo... Se nada disso funcionar, enviará bilhetes e cartas de amor, telefonará. Entre uma e outra dessas tentativas, poderá tentar ridicularizá-lo para vingar-se por estar sendo rejeitada. Caso o macho a aceite, deverá fazê-lo como se fosse uma mera concessão momentânea de seu precioso tempo e não estivesse muito interessado nisso. 

O que faz algumas serem tão ávidas pelos machos melhores é sua natureza invejosa e sua tendência natural à prostituição inconsciente. Querem os machos mais destacados para exibí-los e para obterem garantias materiais. O amor feminino cheira a bens materiais e exibicionismo. Observem que não existem mendigos encantados mas apenas príncipes encantados. Já notaram?

Tudo isso faz parte dos atributos encantadores do homem superior que as mulheres buscam feito loucas mas quase nunca encontram. No fundo, tudo se resume a trabalhar positivamente as crenças que elas possuem sobre nós, instalando-as de modo favorável e se protegendo contra seus feitiços, os quais são poderosos e não podem ser subestimados. Não é à toa que a cultura medieval e a cultura islâmica se preveniram tanto contra o poder deste ser refratário, ambíguo, fascinante, fugaz e delicioso!

sexta-feira, 8 de março de 2013

No Dia da Mulher, desejo uma sociedade menos idiota


Quando liguei a TV, nesta manhã de 8 de março, me deparei com colegas de profissão cumprindo suas pautas sobre o Dia Internacional da Mulher. Deu aquele desgosto ver uma importante data de reflexão e de luta novamente reduzida à distribuição de flores, promoções em salões de beleza, presentes na forma de jóias e vestidos e até equipamentos de limpeza do lar. Como se isso fosse o fundamental para garantir a dignidade das mulheres.  
Por conta disso, elenquei, abaixo, algumas coisas que gostaria de ver noticiadas nesta data. Creio que, em algum momento, isso vai ser verdade. Depende de nós para mostrar quando. E a que custo:  
1) A partir de agora, o sobrenome do marido não deverá ser imposto à sua companheira contra vontade dela, como uma marca de ferro em brasa delimitando a propriedade.
2) O currículo escolar será aprimorado para que, nas aulas de língua portuguesa, os meninos e rapazes possam compreender o real, objetivo, profundo e simples significado da palavra “não”.
3) As frases “Onde você acha que vai vestida assim?”, “A culpa não é minha, olha como você tá vestida!”, “Se saiu de casa assim, é porque está pedindo” a partir de agora serão banidas da boca de maridos, pais, irmãos, filhos, netos, namorados, amigos e outros barbados. 
4) Está terminantemente proibido empregar apenas atrizes em comerciais de detergentes, desinfetantes, saches de privada, sabão em pó, rodos, vassouras, esponjas de aço, palhas de aço, aspiradores de pó, cera para chão e afins. A associação direta de mulheres e produtos de limpeza em comerciais de TV está extinta.
5) Empresas estão proibidas de distribuir flores no dia de hoje como prova de seu afeto às mulheres. Em vez disso, implantarão políticas para: 1) impedir que elas ganhem menos pela mesma função; 2) não sejam preteridas em promoções para cargos de chefia pelo fato de serem mulheres; 3) não precisem temer que a maternidade roube seu direito a ter uma carreira profissional; 4) seja punido com demissão o assédio de gênero como crime à dignidade de suas funcionárias.
6) Cuidar da casa e criar os filhos passa a ser visto também como coisa de homem. E prazer e orgasmo também como coisa de mulher.
7) Os editoriais dos veículos de comunicação não serão escritos por equipes eminentemente masculinas. Da mesma forma, as agências se comprometem a derrubar a hegemonia XY em suas equipes de criação, contribuindo para diminuir o machismo na publicidade.
8) O direito da mulher a ter autonomia sobre o próprio corpo e o direito de interromper uma gravidez indesejada não precisarão ser questionados. Nem devem requerer explicação. 
9) Os partidos políticos não apenas garantirão cotas para a participação das mulheres nas eleições, mas investirão pesado em suas candidaturas a fim de contribuir para que os parlamentos representem, realmente, a sociedade brasileira. Da mesma forma, nomear mulheres como secretárias de governo, ministras e em cargos de confiança, na mesma proporção que homens, será ato corriqueiro.
10) Homens entenderão que “um tapinha não dói” é uma idiotice sem tamanho.
11) Por fim, feminismo será considerado sim assunto de homem. E meninos e rapazes, mas também meninas e moças, deverão ser devidamente educados desde cedo para que não sejam os monstrinhos formados em ambientes que fomentam o machismo, como a família, colégios e universidades. 
Em tempo: aproveito para agradecer novamente às mulheres que passaram pela minha vida e foram fundamentais para que fosse um homem menos idiota.

Leandro S

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Outro...

Ele terminou com você? Arranje outro. Você chora oceanos toda noite quando vai se deitar por causa dele? Arranje outro. Você olha pra uma bituca de cigarro desamparada no chão e ainda pensa nele? Simples: arranje outro. Ele já deixou bem claro que você não faz parte dos planos dele para esta vida? Pelo amor de Deus, arranje outro urgente!
Tomar um fora é como passear numa montanha-russa e ter de abandonar o carrinho antes da queda. É a mãe chamando pra entrar em casa, quando tudo o que você mais quer é continuar na rua brincando com os colegas. É ser surpreendida negativamente.
O luto de um relacionamento até faz bem. Uns dias deixando a solidão escapar no metrô, na hora do rush, enquanto voltamos do trabalho; noites descabeladas na frente de um espelho e até reparando em como os nossos olhos ficam lindos quando estão molhados; contemplando as cuecas que ele esqueceu em casa; escrevendo um novo blog onde esmiuçamos o vazio, a herança que ele deixou.
Mas a vida segue. O tempo cura. A fila anda. Todos esses clichês não existem à toa. Pense num amor do passado que certa vez amanheceu se despedindo sem motivo. Você achou que a sua vida amorosa se encerrava ali, mas ele também passou. Você conheceu mais uma centena de caras. Alguns pra uma noite, outros pra namorar, pra casar, pra desfilar, pra se embriagar. Outros só pra sexo. O que importa é que você pouco a pouco foi esvaziando o coração, liberando espaço para outros entrarem.
Não amamos apenas uma pessoa durante a vida. A regra imposta aos nossos avós e pais perdeu a validade. Vivemos uma transição no modelo de relacionamento, que ainda não sei bem onde vai desaguar. Nem se vai se estabelecer algum outro padrão de união. Só nos resta aproveitar.
Repare que aquele moço, que sempre te cumprimenta no corredor do trabalho, tem uma barbinha mal feita do jeito que você gosta. Aquele cara, que lê seu blog, é muito interessante pra ficar só na virtualidade. O segredo é olhar pros lados, em vez do passado. Descanse o coração. Deixe ele chorar sozinho, se for o caso. Seque a tristeza e arranje outro. Uma hora, o antigo amor fica tão distante que você não vai nem entender porque sofreu tanto.
Fazer a donzela e achar que o último cara é o único e grande amor da sua vida só vai te trancar em casa de sábado a noite. O próximo também pode ser. E o que vier depois dele. E o outro. E o outro. E o outro…

Priscila N

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Não seja sincero: seja honesto

Poucas coisas podem ser mais honestas do que saber a hora de engolir em silêncio sua sinceridade.
Sinceridade é coisa de criança de seis anos que chama a tia de gorda.
Honestidade é coisa de adulto que sabe que palavras têm consequências e as pessoas, sentimentos.
Sinceridade é dizer pra recepcionista que o penteado dela está horrível.
Honestidade é ficar quieto. Mesmo se ela te perguntar. Você não tem nada a ver com isso. Você não é o fiscal dos penteados ruins do mundo.
Quase sempre, nessa nossa vida gregária, o mais honesto é não ser sincero.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O mal é a falta de empatia

Não sou religioso. Não acredito em metafísica.
O mal existe apenas como um comportamento humano. O mal é um contínuo de ações no qual podemos nos mover de um extremo a outro e, até mesmo, sair.
O mal é a falta de empatia. O mal são os olhos cegos e os ouvidos moucos. O mal é a desatenção e o auto-centramento. O mal é aquilo que sinceramente não te ocorre, que realmente não enxergou, que jura que não ouviu, que não sabe como foi esquecer.
O que é um batedor de carteiras comparado ao honesto pai de família que não enxerga nada a sua volta? Que não vê sua esposa insatisfeita e desesperada, seus filhos confusos e autodestrutivos, seu sócio abrindo a garrafa de uísque cada vez mais cedo?
O mal não é puxar a Anne Frank do sótão: o mal é cruzar todo dia pelo seu porteiro com o braço engessado e nunca perguntar, nunca se preocupar, nunca nem reparar.
O mal não é ser dono de uma fazenda com duzentos escravos: o mal é ser contra uma nova estação do metrô porque vai destruir as arvorezinhas da sua praça e nunca te ocorrer das centenas de milhares de trabalhadores que não têm carro, passam horas e horas em ônibus e terão suas vidas significativamente melhoradas por uma nova estação.
O mal não é a Estrela da Morte explodir Aldebarã: o mal é você relaxar do seu longo dia de trabalho curtindo um filme, depois de um belo jantar feito pela sua irmã, e nunca lhe passar pela cabeça que ela teve um dia igualmente longo de trabalho, ainda por cima fez o jantar e agora está sozinha tirando a mesa e lavando a louça, e ainda perdendo a chance de ver o filme!
O mal é a falta de atenção
Você, já na defensiva ao ler um texto tão moralista, responde:
“Perdão, eu sou tão distraído, estou com a cabeça cheia de coisa, não lembrei mesmo…”
Mas a “distração” que te faz esquecer não é o que te justifica, entende? É o que te condena!
Você não é uma pessoa boa que tem péssima memória e é muito distraída. Sua péssima memória e sua extrema distração são sintomas de seu profundo desinteresse por tudo que não diga respeito a você.
Duvido que esqueça os nomes dos vice-presidentes da empresa que vão decidir sua próxima promoção. Duvido que esqueça o endereço daquela loira gostosa que te deu mole na praia.
Você esquece é de lavar louça (“puxa, fiquei aqui distraído do filme, esqueci totalmente da louça, agora ela já lavou, amanhã ajudo!”). Você esquece é de assinar o livro de ouro dos porteiros (“putz, com essa correria de natal, nem lembrei, mas tudo bem, ano que vem dou em dobro!”).
É muito fácil nos absolvermos. Em nossa cabeça, somos sempre os protagonistas do filme da nossa vida. Tudo o que fazemos é sempre justificado.
Se dirigimos perigosamente e alguém nos xinga, ainda nos achamos no direito de ficar chateados ou revoltados:
“Porra, ele não vê que estou com pressa? Respeito as leis do trânsito todo dia, mas hoje tenho aquela reunião importantíssima!”
Não interessa o que seja: ou fizemos o certo (e o mundo tem que ver reconhecer e nos premiar, senão é muita injustiça) ou fizemos o errado, mas por um motivo totalmente válido (e o mundo tem que reconhecer e nos entender, senão é muita injustiça).
O que estou propondo é o oposto: qualquer comportamento seu que precise ser justificado ou racionalizado já está por definição errado.
Mais ainda: talvez você não seja uma pessoa boa.
Já pensou nisso?
Então, o que é ser bom?
Um exemplo.
Lavar metade da louça junto com a sua irmã (pois lhe seria intolerável sentar pra ver um filme sabendo que ela está lavando toda a louça sozinha) significa sim perder cinco minutos do filme, mas você não conseguiria viver consigo mesmo sendo o tipo de pessoa que não faria isso.
(Aliás, bróder mesmo é quem vai na minha casa e lava a louça. O resto é visita.)
Porém, o exemplo acima não é um exemplo de “ser bom”, mas simplesmente de “não ser escroto” – duas coisas radicalmente diferentes.
Parte do problema é esse: estamos tão pouco acostumados a fazer o que tem que ser feito que ficamos até orgulhosos.
Parece até que lavar a louça ou ir malhar na academia são grandes conquistas. Que não são coisas que fazemos para nós mesmos, para cuidar de nosso corpo e de nosso espaço.
Ser bom não é somente limpar o próprio cu. Isso apenas te impede de incomodar os outros com seu cheiro de merda.
O que vocês vão fazer com essas palavras
Algumas pessoas leem textos como esse e ficam indignados. Pensam que me considero melhor que eles. Que me acho santo. Que estou lhes dizendo o que fazer.
Não percebem que o dedo que aponto é na direção da minha própria cara. Quem precisa lavar mais a louça sou eu.
Do alto do meu galopante egocentrismo, estou sempre escrevendo só pra mim. Repetindo as coisas que eu preciso ouvir. Tentando me tornar menos pior.
Mas, na verdade, que importa se sou um santo ou um hipócrita? Um cagador de regras ou um vaidoso egoísta? Faz diferença?
Sou irrelevante.
Já minhas palavras, essas podem ser relevantes ou não, dependendo de quem as lê e do que fazem com ela.
Eu sou um fingidor, mas vocês não precisam ser.
O mal não é uma condição imanente, existencial, metafísica. O mal é um comportamento.
Então, basta começar a lavar a louça. Um dia de cada vez.

ALEX CASTRO

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vacina de Ano Novo.

Muitos me desejaram paz e amor em 2013. Mas havendo amor, haverá paz? Amor é o contrario radioso dela. É inquietação, agitação, vontade de absorver o objeto amado, temor de perdê-lo, sentimento de não merecê-lo, ânsia de dominá-lo, masoquismo de ser dominado por ele, dor de não o haver conhecido antes, dor de não ocupar seu pensamento 24 horas por dia, e mais dias a pedir ao dia para ocupá-lo, brasa de imaginá-lo menos preso a mim do que eu a ele, desespero de o não guardar no bolso, junto ao coração, ou fisicamente dentro deste, como sangue a circular eternamente e eternamente o mesmo. Amor é isso e mais alguma triste coisa. E a tristeza incurável do tempo não passa fora de nós, passa é dentro e na pele marcada da gente, lembrando que eternidade é ilusão de minutos e o ato de amor deste momento já ficou mergulhado em ter sido. Amor é paz?