terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tem Alguém Fazendo Escolhas Por Você.

Aí, dentro de você, mora mais alguém. Calma, não tô falando de lombriga nem tênia. Estou falando de um outro bichinho que ganhou vida desde a primeira vez em que, ainda no hospital, você chorou e sua mãe te pegou no colo com aquele calorzinho bom. E depois também quando você ficou roxo de gritar porque não queria aquela papinha de espinafre e seu pai foi lá e fez a sua preferida, de mandioquinha. E depois na escolinha quando o coleguinha tomou seu boneco da sua mão e a professora, alarmada com seus gritos, foi lá, tomou dele e entregou de volta pra você. Não foi sua culpa, mas todas essas atitudes são filet mignon pra esse bichinho que habita você, eu, a vizinha gostosa, o cara da mesa ao lado e todos os outros meros mortais: o ego.
Desde pequeno, seu cérebro foi condicionado a pensar que você era o reizinho do mundo, afinal, bastava abrir o berreiro para que um monte de gente viesse satisfazer suas vontades. Estudos mostram que a fase mais crítica na vida de qualquer pessoa é até os 4 anos – nesse período a criança é como uma esponja e tudo o que ela absorve se cristaliza pro resto da vida. Ou seja, até os 4 anos de idade você teve vários motivos para pensar que a Terra girava em torno do seu umbigo, e não do Sol. Aí você cresce e descobre que seu reinado anda meio falido. Seus pais já não parecem mais seus servos, a professora da escola te trata igual aos outros 33 alunos, seu chefe não tá nem aí se você teve uma diarréia de virar do avesso noite passada – quer o relatório na mesa dele as 8 em ponto.  E então, como ex BBB que viu os minutos de fama se dissolverem por entre os dedos, você passa a vida inteira buscando ter novamente aquela sensação de que você é importante no mundo. Afinal, o bichinho do ego tem fome, e o roncar da barriga dele te força a buscar por alimento constantemente.
Dias atrás, numa feira famosa de carros, pude ter a chance de observar claramente pessoas sendo guiadas por seus egos famintos. Um monte de homem se amontoava para ver os carros que eles provavelmente nunca teriam. Os carrões desejados eram sempre acompanhados de uma das suas combinações mais clássicas do mundo – mulheres gostosas. Elas aguentavam horas e horas em cima de um salto agulha, com um sorriso estampado na cara, de tempos em tempos dando uma viradinha para permitir que os visitantes fotografassem o melhor ângulo de suas bundas e peitos. Também haviam outras mulheres no evento – aquelas que acompanhavam os namorados. Elas também olhavam pra gostosas do pedestal com aquele pingo de inveja ao constatar os olhares e o queixo caído que o marido não podia disfarçar, independente de seus esforços. Longe dessa que vos escreve querer julgar a profissão e os gostos das pessoas – mas um olhar um pouco mais observador, além da crosta do óbvio, nos permite formar raciocínios interessantes.
Tudo isso se sustenta pelo ego das pessoas, nada daquilo é verdadeiramente real. O cara fica babando pelo carro – não porque ele precisa daquilo, mas porque se imagina dentro dele e sabe dos efeitos que isso causaria nas pessoas. Vizinhos de trânsito o olhariam e pensariam “que cara foda, queria ser ele.” Pessoas automaticamente tirariam conclusão que ali dentro reinava um cara muito do rico. Isso faria com que o banco do passageiro pudesse se ocupado por mulheres gostosíssimas – daquelas que gastam todas as suas horas pra ficar bonita, porque querem justamente poder ocupar um posto daquele. E assim, instaura-se esse ciclo no quais as pessoas já não pensam mais direito, porque estão por trás da fumaça do ego.
Por falta de reflexão, o cara não para pra pensar que ele vai ter que vender sua alma pro Sr. Diabo pra conseguir aquele objeto – vai ter que estudar algo que “dá dinheiro”, vai ter que se encaixar numa profissão da qual ele muitas vezes nem gosta, vai ter que passar 80% das horas do seu dia fazendo um trabalho que ele não escolheria se não tivesse colocado o dinheiro em primeiro lugar. Quando a vida dele estiver uma verdadeira merda, ele pelo menos terá grana para impressionar as pessoas das quais ele nem gosta. Mas o carro caro o eleva a um status desejável por muita gente – as pessoas o olham mais, o admiram mais, se aproximam mais dele, atendem suas vontades. Ele, finalmente se sente como aquela criança que detinha o poder de derramar uma lágrima e ser atendido por todos. Ele, finalmente, se sente amado.
Essa situação se repete com a mulher gostosa. Andar na rua e não receber uma cantada é um baque grande demais na vida dela. Ela quer ser desejada, admirada, aplaudida, fotografada. Quer andar no carrão do cara do parágrafo acima porque estando ali, nas entrelinhas, ela sabe que as pessoas a verão como alguém foda, que mereceu um espaço do lado do cara foda. Acontece que o que a move nessa constante batalha por atenção é mais uma vez o ego faminto. Ela é daquele tipo de mulher que, se tiver uma disfunção hormonal e engordar 10 quilos, cai de cama numa depressão profunda, porque o externo é aquilo que a sustenta. Sem as aparências, ela não sabe mais o que fazer pra ser admirada e desejada de novo.
Os exemplos acima foram usados para ilustrar uma história mas o fato é que todo mundo é tentado pelo ego. Assim como eu e você, todo mundo está tentando controlar, manipular, dominar, conquistar – por meio do dinheiro, do conhecimento, do poder, da política, da religião. Todo mundo está querendo mostrar pro resto do mundo que “eu sou o centro do mundo”. O ego, aquela casca protetora, era importante no início da vida porque a criança é indefesa, vulnerável, precisa mesmo de atenção e cuidado. Mas há que se ter muita cautela para não deixar que a casca do ego se cristalize. Quando fortalecido, o ego tomará decisões por você. Você vai passar sua vida inteira tentando, em vão, fazer com que as pessoas se rendam a você. Vai passar a vida inteira numa disputa, numa guerra. Você, por exemplo, não será capaz de amar ninguém de verdade porque, para amar de verdade, é preciso se render. O amor nos deixa mais humildes porque nos obriga a servir, em vez de sermos servidos. E talvez ele – junto com a consciência – seja um dos antídotos mais eficientes contra o ego que quer nos engolir a cada segundo.

Casal Sem Vergonha

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Macho Alpha !

        E você? Na sua matilha seu papel é apenas de um coadjuvante pulguento?
 
 -Sempre aja sem mostrar necessidade,desespero ou carência .  
 
 -Acredite sempre que mulheres existem em abundancia . 
 
 -Seja paciente. Lembre que você não é necessitado , carente ou esta desesperado. 
 
-Use o humor com equilíbrio. Não tente fazer a mulher rir a todo momento. Não banque o palhaço ou o engraçadinho. Utilize o humor apenas em momentos certos. 
 
-Não esteja sempre disponível. Seja algo raro e não abundante . Limite a sua disponibilidade. 
    
-Nunca revele seus sentimentos antes da mulher. Mantenha-se sempre como um desafio para mesma.  
 
-Trate as mulheres da mesma forma que elas te tratam. Carinho e simpatia com carinho e simpatia. Arrogância e desprezo com arrogância e desprezo. 
 
-Evite insistir e perder tempo com mulheres que nada querem com você. Para estas mulheres o melhor a fazer é se afastar. Resumindo: não dê bola para quem não lhe da bola. 
 
-Se a mulher não gostar de você, acredite que é ela quem sai perdendo. Você sempre tem outras opções, é auto suficiente. Na realidade voce nunca vai conseguir agradar a todo tipo de mulher. 
 
-Em muitos momentos as mulheres vão te testar com desprezo, virando a cara ou com arrogância. Nunca fique abalado. Apenas espere por um novo momento ou oportunidade e devolva a prova, da mesma forma . 
 
- Aja com as mulheres naturalmente sem ter expectativas ou esperar algo em troca . Seja social apenas para ser social e nada mais. 
 
- Não tente resolver os problemas da mulher. Não fique dando conselhos para a mesma. Não seja o amigo terapeuta. 
 
-Tenha sempre alguma coisa para se diferenciar de outros homens. Um físico musculoso, um bonito carro, roupas estilosas, uma habilidade, etc. Algo que faça você se destacar. 
 
- Na sedução você precisa ser paciente . Não espere por resultados imediatos. Não pense que você vai conseguir derrubar uma arvore, com apenas uma machadada. 
 
-Comece a praticar e adotar as novas atitudes. Se você continuar com as mesmas atitudes, vai continuar com os mesmos resultados.          

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Não se Iluda!


Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado.

Um dos maiores erros que cometemos na vida é ficar esperando a compaixão e ajuda das outras pessoas. Ficamos esperando que as pessoas reconheçam nossas dificuldades, nossos problemas e que tenham pena ao ver o quanto sofremos. Pura ilusão! Mesmo as pessoas mais chegadas decepcionarão você se esperar delas a compreensão por seus problemas e aflições e ainda mais a ajuda concreta. Assim, não corra o risco dessa decepção. Não espere a compaixão alheia. E a verdade é que mesmo que as pessoas digam compreender seus problemas e saber como você se sente frente a eles, jamais saberão o que se passa dentro de você e você sempre desejará mais compaixão, mais compreensão e ajuda. Não caia nessa!
Essa decepção, que muitas vezes chega próximo a uma profunda desilusão, é fruto de uma expectativa irreal e ingênua de que seremos reconhecidos por alguma coisa que tenhamos feito no passado; compreendidos pela nossa situação atual com alguma dificuldade,  seja financeira, de saúde, ou de outra ordem qualquer. Você pode ajudar uma pessoa o quanto puder, mas não espere a sua eterna gratidão. Você cria, educa, cuida de vários filhos, mas não viva com a certeza de que eles cuidarão de você na velhice. Você deu a vida pela sua empresa, mas não espere que ela reconheça essa sua dedicação. Da mesma forma, como patrão, não fique esperando a gratidão daquele desempregado que você salvou da fome dando-lhe uma oportunidade de emprego e que o abandona na primeira oferta de um novo emprego.
Sei que dirão que este meu texto é muito duro, triste e mesmo desmotivador. Pelo contrário. Ele relata a realidade que todos sabemos.
Escrevo isto justamente para que as pessoas não se desiludam, esperando a compaixão, o reconhecimento, a gratidão e a ajuda de outras pessoas. Se você não tiver essa ilusão, terá sempre surpresas agradáveis quando ocorrer o contrário, isto é, quando alguém for leal, reconhecido, ajudar você e for grato.
Nós próprios temos que cuidar de nossas vidas, de nossos problemas. É claro que muitos ajudam, mas não viva na certeza dessa ajuda. Não se desiluda. Não se decepcione. Ninguém terá pena de você.
Passe do plano do choro ao plano da ação. Assuma sua própria vida sem esperar a compaixão alheia.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Você não tem tempo

Não vai dar tempo.
Você não vai ter tempo de ler aquele livro. Daqui a trinta anos, quando morrer, ele ainda vai estar na sua fila de leitura. Fechadinho.
Aquela mulher? Não deixe pra sair com ela amanhã. Ela vai encontrar outro cara. Vai refazer o coração partido. Vai ser atropelada. Vai se descobrir lésbica.
Ou, talvez, apenas, quem sabe, vai sair da sua.
Quem hoje te beijaria amanhã nem boa noite vai te dar.
O futuro que vocês poderiam ter tido não vai acontecer.
Tudo porque você não foi lá hoje.
Vá lá hoje.
Aquela rua nunca vai ouvir o som dos seus passos. Aquela revista? Nunca mais vai abrir.
“Temos tempo”, ela disse.
Mas é mentira. De propósito ou por ignorância.
Não temos tempo.
A palavra rude que você disse para alguém que não gostava? Peça desculpas hoje.
A palavra carinhosa que você nunca disse para alguém que gostava? Diga hoje.
Você não tem tempo.
Lembra como a vida corria quando você tinha quinze anos?
Pois está correndo hoje.
Sabe aquela sensação quando dá seis da tarde e você pensa:
“Caramba, já acabou o dia… e não fiz nada!”
Você vai sentir o mesmo aos quarenta. Ou aos cinquenta. Ou sempre.
Faça agora.

 Alex C

domingo, 28 de outubro de 2012

A Verdade Por Trás do “Ele Não Era Pra Você”


Toda mulher em algum momento da vida amorosa já levou um fora e recebeu da amiga a frase supostamente consoladora: “Esse cara não era pra você“. Variações desse mesmo tema seriam “ainda não chegou sua hora“, “ele não vale o seu amor“, “ele não te merece“, “tem quem queira“, entre outros. Esse conselho tende a ser extremamente duvidoso, já que, se o cara não tivesse caído fora, provavelmente o comentário seria algo do tipo: ”Estou tão feliz, vocês nasceram um pro outro!”. O critério dessa esperteza da amiga para identificar a alma gêmea depende do resultado, portanto, reflete uma maneira bem infantil de lidar com a frustração. A filosofia embutida no conselho é estéril, pois cria uma realidade ilusória ao tentar convencer a rejeitada de que ela não foi realmente deixada de lado. É como se mascarasse o fato de que não houve uma amor/desejo/tesão de verdade. Vejo uma especial dificuldade das mulheres em admitir essa recusa, já que costumam estar com a varinha das decisões na mão na maioria das vezes, o que dificulta a digestão da realidade. Quando elas próprias se veem na berlinda da vida e são recusadas, acabam usando desses artifícios mentais para passar um pano sobre a mancha do fracasso amoroso e fingir que nada daquilo existiu. A mesma visão cheia de orgulho – que nega a realidade – é aquela que faz muitas mulheres permanecerem meses na esperança de que o cara um dia irá deixar o trabalho/família/namoro “ruim” para ficar com elas. Esse tipo de mentalidade precária está presente em muitas fases da vida dessa garota e pode ser uma armadilha enganar a si mesma tantas vezes. Se ela quer um trabalho e tenta passar nas entrevistas de emprego sem sucesso alguém vai dizer “esse lugar não era para você!”, ou seja, “já que você não passou vamos todos fingir que não queria o trabalho dos sonhos só para não ficar destruída“. Acho um crime psicológico induzir alguém a rebaixar seus desejos só porque a realidade ainda não atendeu as suas metas. Seria mais realista se esforçar, aplicar, estudar e tentar novamente e diante da impossibilidade final alegar insuficiência pessoal e bancar a tristeza do sonho não realizado, mas não fazer de conta que no fundo não queria aquilo. O engano subliminar dessas frases de consolos é “só deseje algo de verdade se sair vitorioso, caso contrário negue seus sentimentos e finja que está tudo bem”. É o despeito camuflado da sabedoria de dar a volta por cima, ou seja, coisa de quem nunca consegue ficar por baixo por nenhum instante na vida. E se o sujeito volta disposto a entrar num relacionamento por inteiro, o que ela vai dizer? Vai fingir que não queria e ele não era feito para ela? Vai negar tudo o que tentou se convencer? Ou vai usar a mesma lógica as avessas e dizer “claro, eu nunca quis te esquecer“? Não acho honesto as abordagens que reprimem a dor natural pela perda de alguém valioso com o pretexto de proteger a autoestima (ou narcisismo) da amiga e não deixar a peteca cair. A demonstração de amizade madura seria dizer algo do tipo: “Você queria tanto entrar nesse relacionamento e fico triste pela perda, agora deixa a poeira abaixar e tente se recompor devagar, no seu tempo”. Muito mais honesto e realista. 

Frederico M

sábado, 27 de outubro de 2012

De Homem pra Homem : Mariso(a) rs


Chorem kkkkkkkkkk

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.