quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Não se Iluda!


Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado.

Um dos maiores erros que cometemos na vida é ficar esperando a compaixão e ajuda das outras pessoas. Ficamos esperando que as pessoas reconheçam nossas dificuldades, nossos problemas e que tenham pena ao ver o quanto sofremos. Pura ilusão! Mesmo as pessoas mais chegadas decepcionarão você se esperar delas a compreensão por seus problemas e aflições e ainda mais a ajuda concreta. Assim, não corra o risco dessa decepção. Não espere a compaixão alheia. E a verdade é que mesmo que as pessoas digam compreender seus problemas e saber como você se sente frente a eles, jamais saberão o que se passa dentro de você e você sempre desejará mais compaixão, mais compreensão e ajuda. Não caia nessa!
Essa decepção, que muitas vezes chega próximo a uma profunda desilusão, é fruto de uma expectativa irreal e ingênua de que seremos reconhecidos por alguma coisa que tenhamos feito no passado; compreendidos pela nossa situação atual com alguma dificuldade,  seja financeira, de saúde, ou de outra ordem qualquer. Você pode ajudar uma pessoa o quanto puder, mas não espere a sua eterna gratidão. Você cria, educa, cuida de vários filhos, mas não viva com a certeza de que eles cuidarão de você na velhice. Você deu a vida pela sua empresa, mas não espere que ela reconheça essa sua dedicação. Da mesma forma, como patrão, não fique esperando a gratidão daquele desempregado que você salvou da fome dando-lhe uma oportunidade de emprego e que o abandona na primeira oferta de um novo emprego.
Sei que dirão que este meu texto é muito duro, triste e mesmo desmotivador. Pelo contrário. Ele relata a realidade que todos sabemos.
Escrevo isto justamente para que as pessoas não se desiludam, esperando a compaixão, o reconhecimento, a gratidão e a ajuda de outras pessoas. Se você não tiver essa ilusão, terá sempre surpresas agradáveis quando ocorrer o contrário, isto é, quando alguém for leal, reconhecido, ajudar você e for grato.
Nós próprios temos que cuidar de nossas vidas, de nossos problemas. É claro que muitos ajudam, mas não viva na certeza dessa ajuda. Não se desiluda. Não se decepcione. Ninguém terá pena de você.
Passe do plano do choro ao plano da ação. Assuma sua própria vida sem esperar a compaixão alheia.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Você não tem tempo

Não vai dar tempo.
Você não vai ter tempo de ler aquele livro. Daqui a trinta anos, quando morrer, ele ainda vai estar na sua fila de leitura. Fechadinho.
Aquela mulher? Não deixe pra sair com ela amanhã. Ela vai encontrar outro cara. Vai refazer o coração partido. Vai ser atropelada. Vai se descobrir lésbica.
Ou, talvez, apenas, quem sabe, vai sair da sua.
Quem hoje te beijaria amanhã nem boa noite vai te dar.
O futuro que vocês poderiam ter tido não vai acontecer.
Tudo porque você não foi lá hoje.
Vá lá hoje.
Aquela rua nunca vai ouvir o som dos seus passos. Aquela revista? Nunca mais vai abrir.
“Temos tempo”, ela disse.
Mas é mentira. De propósito ou por ignorância.
Não temos tempo.
A palavra rude que você disse para alguém que não gostava? Peça desculpas hoje.
A palavra carinhosa que você nunca disse para alguém que gostava? Diga hoje.
Você não tem tempo.
Lembra como a vida corria quando você tinha quinze anos?
Pois está correndo hoje.
Sabe aquela sensação quando dá seis da tarde e você pensa:
“Caramba, já acabou o dia… e não fiz nada!”
Você vai sentir o mesmo aos quarenta. Ou aos cinquenta. Ou sempre.
Faça agora.

 Alex C

domingo, 28 de outubro de 2012

A Verdade Por Trás do “Ele Não Era Pra Você”


Toda mulher em algum momento da vida amorosa já levou um fora e recebeu da amiga a frase supostamente consoladora: “Esse cara não era pra você“. Variações desse mesmo tema seriam “ainda não chegou sua hora“, “ele não vale o seu amor“, “ele não te merece“, “tem quem queira“, entre outros. Esse conselho tende a ser extremamente duvidoso, já que, se o cara não tivesse caído fora, provavelmente o comentário seria algo do tipo: ”Estou tão feliz, vocês nasceram um pro outro!”. O critério dessa esperteza da amiga para identificar a alma gêmea depende do resultado, portanto, reflete uma maneira bem infantil de lidar com a frustração. A filosofia embutida no conselho é estéril, pois cria uma realidade ilusória ao tentar convencer a rejeitada de que ela não foi realmente deixada de lado. É como se mascarasse o fato de que não houve uma amor/desejo/tesão de verdade. Vejo uma especial dificuldade das mulheres em admitir essa recusa, já que costumam estar com a varinha das decisões na mão na maioria das vezes, o que dificulta a digestão da realidade. Quando elas próprias se veem na berlinda da vida e são recusadas, acabam usando desses artifícios mentais para passar um pano sobre a mancha do fracasso amoroso e fingir que nada daquilo existiu. A mesma visão cheia de orgulho – que nega a realidade – é aquela que faz muitas mulheres permanecerem meses na esperança de que o cara um dia irá deixar o trabalho/família/namoro “ruim” para ficar com elas. Esse tipo de mentalidade precária está presente em muitas fases da vida dessa garota e pode ser uma armadilha enganar a si mesma tantas vezes. Se ela quer um trabalho e tenta passar nas entrevistas de emprego sem sucesso alguém vai dizer “esse lugar não era para você!”, ou seja, “já que você não passou vamos todos fingir que não queria o trabalho dos sonhos só para não ficar destruída“. Acho um crime psicológico induzir alguém a rebaixar seus desejos só porque a realidade ainda não atendeu as suas metas. Seria mais realista se esforçar, aplicar, estudar e tentar novamente e diante da impossibilidade final alegar insuficiência pessoal e bancar a tristeza do sonho não realizado, mas não fazer de conta que no fundo não queria aquilo. O engano subliminar dessas frases de consolos é “só deseje algo de verdade se sair vitorioso, caso contrário negue seus sentimentos e finja que está tudo bem”. É o despeito camuflado da sabedoria de dar a volta por cima, ou seja, coisa de quem nunca consegue ficar por baixo por nenhum instante na vida. E se o sujeito volta disposto a entrar num relacionamento por inteiro, o que ela vai dizer? Vai fingir que não queria e ele não era feito para ela? Vai negar tudo o que tentou se convencer? Ou vai usar a mesma lógica as avessas e dizer “claro, eu nunca quis te esquecer“? Não acho honesto as abordagens que reprimem a dor natural pela perda de alguém valioso com o pretexto de proteger a autoestima (ou narcisismo) da amiga e não deixar a peteca cair. A demonstração de amizade madura seria dizer algo do tipo: “Você queria tanto entrar nesse relacionamento e fico triste pela perda, agora deixa a poeira abaixar e tente se recompor devagar, no seu tempo”. Muito mais honesto e realista. 

Frederico M

sábado, 27 de outubro de 2012

De Homem pra Homem : Mariso(a) rs


Chorem kkkkkkkkkk

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

domingo, 21 de outubro de 2012

VENDE-SE HOMENS!

Uma mulher estava na rua quando observou uma loja que dizia: "Vende-se homens". Intrigada, ela entrou. No 1º andar tinha uma placa que dizia: "Esta loja tem 6 andares. Você só pode subir, é proibido descer. A saída fica no último andar. Você só pode escolher 1 homem." Logo após outra placa, que dizia: "Aqui os homens são carinhosos." A mulher subiu, e no 2º andar dizia: "Aqui os homens são carinhosos e bonitos." Animada, subiu pro 3º andar onde dizia: "Aqui os homens são carinhosos, bonitos e com bons empregos." Empolgada, não teve dúvidas e subiu mais um andar. No 4º andar dizia: "Aqui os homens são carinhosos, bonitos, com bons empregos e adoram crianças." A mulher começou a bambear, mas subiu pro 5º andar. Lá dizia a placa: "Aqui os homens são carinhosos, bonitos, com bons empregos, adoram crianças e fazem de tudo." A mulher pensou em parar ali, mas acabou indo pro último andar, o 6º. Lá tinha um placar eletrônico que dizia: "Você é a 2.315.434ª mulher a entrar nesse andar. Não temos homens aqui. Isso é para você aprender que não existe a perfeição, e que a exigência das mulheres é infinita. Adeus e tenha um bom dia."